Esboço da Célula

As Bênçãos da Páscoa – Final

  Lucas 22:14-20; Isaías 42:22; Miquéias 7:7   Na Páscoa celebramos em fé nossa conquista sobre os inimigos de nossa vida espiritual, de nossa alma, do nosso físico, da nossa família, ministério e finanças. Creia nisto, em nome do Senhor Jesus. Neste texto de Lucas Jesus institui na Páscoa a Ceia do Senhor, mostrando que Ele é o Cordeiro que seria imolado e todos deveriam alimentar-se dEle e anunciar a Sua morte e ressurreição até a o dia da Sua volta.   Em I Coríntios 5:7 ao 11 o Apóstolo Paulo nos adverte a jogar fora tudo que é contaminado, embora estejamos neste mundo, não podemos permitir que as contaminações façam parte da nossa vida, muito menos termos comunhão com pessoas que se dizem cristãs, mas vivem como se não fossem. Ele mandou tirar o velho fermento para que a nossa massa seja nova, limpa, pois Jesus é o nosso Cordeiro Pascal. Porque Deus nos orienta a um estilo de vida sem fermento, sem contaminação? Para que as bênçãos do calvário nos alcancem. Para que desfrutemos das bênçãos da Páscoa, pois esta está relacionada com o sacrifício vicário de Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador.   Ø Vejamos as bênçãos relacionadas com a Páscoa que você como Cristão tem direito:   1.     Destruição do espírito de ruína e pobreza – Êxodo 12:31-36   Naquela noite, o povo de Deus saiu com muitas riquezas nas mãos. Os egípcios entregaram a eles seus bens. O Senhor Deus moveu o coração dos Egípcios e o Seu povo saiu enriquecido, restituídos pela escravidão. A pobreza é um espírito e ele vai ter que sair da sua vida e a prosperidade se estabelecerá, pois hoje Deus te restitui em o nome do Senhor Jesus!   2.     Aumento da sua herança   Deus preservou os filhos, os primogênitos dos hebreus, até os animais foram protegidos. Por causa da bênção dEle sobre o Seu povo, houve proteção.  Hoje, por que cremos no Cordeiro de Deus, Jesus; Ele, O Todo Poderoso preservará nossos filhos e tudo o que nos pertence. Por causa da nossa fé nEle, o Sangue de Cristo nos cobre e os Seus anjos trabalham em favor dos nossos lares. Este secularismo maligno não contaminará a nossa herança filial dada por Deus. Devemos crer nesta promessa e saber que na Páscoa temos a promessa de que nossos filhos e descendentes serão preservados do anjo da morte por causa do sangue de Cristo sobre nossos lares. Aleluia!   3.     Cura Divina – Obs. Amanhã, dia 29 às 20:00 hs começa a cruzada de milagres. Participe!   Há uma determinação de Deus para a cura, não somente na festa, mas em todo tempo na vida daqueles que tem a Jesus Cristo com o Cordeiro Pascal. Naquela noite no Egito, nenhuma pessoa saiu doente, todos foram curados e libertos. Hoje na Páscoa é estabelecido de forma permanente a cura divina, pois agora não é mais um cordeiro que a cada ano era imolado, mas o próprio Cristo se tornou este cordeiro que de uma vez por todas morreu e ressuscitou não havendo mais necessidade de na páscoa repetir o sacrifício. Os benefícios da morte de Jesus têm validade em todo tempo. A promessa é de cura, libertação e vida longa – (Isaías 53:4; I Pedro 2:24).   O rei Ezequias (II Reis 20:1-6) por ter se lembrado do memorial da Páscoa, teve sua vida poupada em 15 anos, porque lembrou a Deus que o havia honrado restabelecendo a Páscoa no meio do povo. Por conta de seu ato de honra, temor e obediência a Deus, o Senhor o honrou prolongando sua vida. Há na Palavra de Deus promessa de cura, libertação e grandes bênçãos a serem derramada sobre todos nós. Não podemos ficar de fora de todas as bênçãos que Deus projetou para nós, o Seu povo. Vamos a cada ano celebrar as festas fixas estabelecidas por Deus, sabendo que elas apontam para o Cristo morto e ressurreto que voltará para buscar o seu povo e que o significado e bênçãos estabelecidas nestas festas já estão derramadas sobre nós. A instrução dada por Deus é que três vezes no ano venhamos diante do Senhor para celebrar as festas (Deut 16:16). Todavia, não de mãos vazias. Nosso comparecimento às Festas Bíblicas sempre apontará para a necessidade de trazermos uma oferta que seja apresentada a Deus. Ao apresentarmos nossas ofertas, estamos plantando uma semente em nosso futuro e permitindo que Deus redima nossa vida financeira. “Onde está o teu tesouro, aí também está o teu coração”. (Mateus 6:21) Temos que observar e comparecer nos cultos de celebração e, também nestas datas especiais marcadas por Ele mesmo e assim como nos cultos, trazermos ofertas de gratidão para que assim Ele abençoe as obras das nossas mãos e nos faça prósperos na terra que Ele nos tem dado por herança e, a Páscoa é a primeira e mais interessante delas. Há um lugar em que guardamos nossos tesouros. Jesus disse que o nosso coração esconde os nossos tesouros. Quando você vem na presença de Deus e diz: ‘Senhor, aqui está minha oferta, em minhas mãos’, na realidade você está também entregando o seu coração a Deus que tudo vê e o recompensa. Desta forma, Deus delibera dos recursos divinos toda sorte de recursos para que você seja suprido, abastecido e abençoado por Ele. Quando você está integrado na igreja frutificando e a cada ano comparece às Festas Bíblicas, além de honrar a Deus, você também traz seu coração diante do seu altar, seus recursos serão acrescentados, pois um, dentre os vários e grandes segredos por trás de cada festa, é que esta aponta para redenção, tanto espiritual, quanto financeira, para que vivamos na terra que mana leite e mel, cheia das mais ricas provisões divinas.   Foi o Senhor mesmo Quem estabeleceu tais estatutos e jamais serão mudados. Nosso papel é seguir as instruções e recebermos toda sorte de bênçãos que já estão designadas para nós. Jesus morreu e ressuscitou! Por causa dessa verdade

As Bênçãos da Páscoa – Final Read More »

As Bençãos da Páscoa – Parte 2

  Mateus 26:17-20; I Coríntios 5:7, 8   Como vimos na ministração passada, a Páscoa é o ato salvífico de Cristo morrendo na Cruz para nos resgatar, proclamar nossa vitória e profetizar nossa entrada no céu. Ao celebrarmos a Páscoa, celebramos a garantia da vida eterna. Deus ordenou aos Israelitas dizendo que a Páscoa era uma ordenança para ser cumprida para sempre. ‘Para sempre’ quer dizer ‘Para sempre’.   Vejamos a Mudança histórica que introduziu festas pagas na igreja   O Imperador romano Constantino, em 325 (d.C), era um antijudeu e anticristão, Ele entrou no meio cristão e usando a sua autoridade intitulou-se como líder da igreja cristã e usado pelo maligno introduziu preceitos de Roma dentro da igreja trocando as verdades de Deus estabelecidas, mexendo nas estações, épocas, datas e celebrações que foram determinadas como estatutos pelo Eterno.   Ele proibiu os Mestres, Pastores e Líderes que ensinassem os reais preceitos bíblicos e profundas verdades contidas nas raízes do povo de Deus formado a partir de Abraão. Constantino mascarou mentiras com cara de verdade e forçou os cristãos e judeus a seguirem seu modelo. Muitos judeus e cristãos foram perseguidos e mortos por não acatarem as leis imperiais que iam de encontro às verdades divinas.   Constantino queria ser o “deus do mundo”, e ensinou o povo a tomar votos de pobreza, porque somente dele deveriam depender para seus sustentos e manutenção. Proibiu o assunto de prosperidade na Igreja para que as pessoas não entrassem nas benesses de Deus e perecessem pela falta de conhecimento bíblico sobre finanças sob a perspectiva de Deus. Ele destruiu muito do ensino bíblico de fundamentação judaica e seus seguidores. Além disso, odiava as festas bíblicas e as eliminou sutilmente do calendário, substituindo por outras observando apenas aquilo que lhe interessava.   Visando eliminar as festas bíblicas, ele mesmo institui novas festas no calendário cristão cristianizando várias celebrações pagãs com o intuito de desviar a atenção do povo de Deus e humanidade para o que era puro e sagrado, livre de contaminações. Ele tentou tirar Jesus Cristo do centro, mas não vai conseguir na sua vida, pois você hoje é cristão e ainda celebrou a Páscoa no domingo lembrando-se de Cristo, e celebrará as outras durante o ano, se não celebrou, vai celebrar, pois Deus tem promessas de crescimento e prosperidade pra você. Amem?   As Bênçãos específicas referentes à Páscoa: Observe os detalhes abençoadores que esta época singular significa e de que forma estabelece a bênção sobre nós. Um anjo de Deus é enviado a favor do seu povo. Você faz parte do povo de Deus? Então tem anjos do Deus eterno cuidando de você! Nesta estação, há sempre guerra no mundo espiritual para desistirmos, perdermos as conquistas e não termos êxito e nem libertações de prisões em nossa alma, emoções ou vida financeira. Todavia, Deus disponibiliza anjos à nossa disposição para trabalhar em nosso favor para que seja garantida os livramentos bem como a entrega das bênçãos. Como vimos em Êxodo 12, lá no Egito o anjo da morte não tocou no povo de Deus. Havia proteção do Senhor Deus para eles, por causa do sangue. Esta época traz sempre consigo sinais de livramento através de anjos que operam a favor daqueles que são de Deus para abençoá-los.   1.     Na Páscoa, Jesus foi visitado e consolado por um anjo no momento de aflição.  Jesus disse em sua oração: “… Pai se queres , aparte de mim este cálice, contudo não se faca a minha vontade, e sim a tua. Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E estando em agonia, orava mais intensamente.” (Lucas 22:44 / Mateus 26: 30)   2.     A soltura de Pedro da prisão – Durante a primeira perseguição da Igreja, Pedro foi preso durante a Páscoa e Deus enviou a ele o Seu anjo. Pedro havia instruído a Igreja o que fazer, ele ia morrer, mas Deus lhe deu o livramento adequado.    Em Atos 12:2-11 diz: “Vendo ser isto agradável aos judeus prosseguiu prendendo também a Pedro. E eram os dias dos Paes asmos (Páscoa). Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias… Eis que porem sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão… Então saindo o seguia e não sabia que era real o que fazia por meio do anjo… E logo adiante o anjo se apartou dele…”   3.     O Apóstolo Paulo indo para Roma – Durante uma tempestade em alto mar com risco de morte, Paulo declara em Atos 27:22-24que um anjo o visitou naquela noite, ele disse: “…nesta noite um anjo de Deus a quem eu sirvo esteve comigo dizendo: Paulo, não temas, nenhum mal vai acontecer”. Pra você que está aqui hoje na célula eu te pergunto;que livramento você está precisando para hoje? Há um anjo de Deus que se moverá a seu favor por estes dias. Os anjos de Deus trabalham em favor daqueles que vão herdar a glória! (Hb 1:13,14).   4.     Deus faz os seus inimigos serem inimigos dEle. Os egípcios eram inimigos de Deus e sofreram grande punição da parte de Deus nas 10 pragas, lá os deuses que eram demônios disfarçados receberam o juízo de Deus. (Sabemos que as pessoas não são nossos inimigos, e sim os demônios e os problemas, etc., mas hoje Deus vai intervir nos seus inimigos que são os conflitos familiares, as drogas, divórcios, crises financeiras, doenças…). Os nossos inimigos se tornam inimigos de Deus e quem poderá resistir à mão dEle? Ele nos trará livramentos! Nesta Páscoa e sempre, celebremos em fé nossa conquista sobre os inimigos de nossa vida espiritual, de nossa alma, do nosso físico, da nossa família, ministério e finanças. Há uma bênção de Deus para isto e ela nos pertence para esta estação. Creia nisto, em nome do Senhor Jesus. Na semana que vem veremos mais sobre as bênçãos da Páscoa, pois estas são muitas e alcança todas as áreas da nossa vida. A páscoa aponta

As Bençãos da Páscoa – Parte 2 Read More »

As Bênçãos Da Páscoa – Parte 1

  (Êxodo 12:1-14) A Páscoa é o ato salvífico de Cristo morrendo na Cruz para nos resgatar, proclamar nossa vitória e profetizar nossa entrada no céu. Ao celebrarmos a Páscoa, celebramos a garantia da vida eterna. Jesus morreu e ressuscitou! Por causa dessa verdade somos milhares e milhares que trazem o aumento do Reino. Sua morte trouxe-nos vida e nossas vidas são o resultado dessa profecia, dessa chamada que nos fez cidadãos do céu. Uma vida que salvou e resgatou muitas vidas. A Páscoa está centrada na pessoa de Jesus Cristo e representa mensagens exclusivas. Vejamos:   1.      Livramento de morte A Páscoa é a bênção de Deus para nos livrar da morte. Ainda que morramos fisicamente, quem nasceu de novo em Cristo tem a vida eterna. Temos a vida eterna porque fomos libertos da morte, comprados pelo sangue do Cordeiro!   2.      Libertação da escravidão Na Páscoa foi revelado o sacrifício do cordeiro (Jesus) para nos livrar da escravidão do pecado. A Bíblia diz, em João 1:29, que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nós somos livres em Cristo Jesus!   3.      Arrancar as pragas da vida No dia da Páscoa realizada no Egito, o povo hebreu testificou juntamente a todos os egípcios que o Deus de Israel é o Senhor Todo Poderoso. O povo do Egito foi ferido com pragas por causa da desobediência, mas o povo de Deus não foi atingido. O Cordeiro Pascal encerra todas as maldições. Ele se tornou maldição em nosso lugar para que fôssemos libertos e abençoados nEle.   4.      Herdar a terra Assim como o povo de Deus saiu do Egito, depois da Páscoa, para herdar a terra que o Senhor prometeu, nós temos também em Cristo a nossa herança.   5.      Rendição completa Os profetas apontaram para o Calvário, lugar em que o Cordeiro seria imolado à tardinha, mas também no terceiro dia ressuscitaria com poder e grande glória. É um cenário que se forma, no qual homem com homem se confrontam de forma horizontal, redimidos, lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro, então começam a olhar de forma vertical para seu Criador.   Já mencionamos aqui aquilo que todos já sabem sobre o marco e resultado da Páscoa. São fatos importantíssimos e não menos relevantes. Todavia, queremos mergulhar nos curiosos fatos que estão por trás da Páscoa que são desconhecidos pela maioria do povo de Deus, e, portanto, ficam desprovidos de receberem as bênçãos divinas plenas por desconhecer a verdade completa relevantes por trás de cada fato bíblico. Os ciclos de Deus e o Seu mover sobre a Terra nunca foram obra do acaso. Mas, em cada época e estação, Deus fez e faz coisas tremendas que trazem grandes impactos, mudanças e libertação sobre a vida do Seu povo. Veja o ciclo da Páscoa ao longo da historia bíblica (mesmas datas e épocas do ano) e como Deus Se moveu de forma extraordinária nesta mesma estação e tempo divino. Alguns fatos ocorreram antes mesmo do Êxodo, todavia, no calendário de Deus, esta estação é carta marcada sempre para abençoar todos aqueles que crêem, pois é tido por Deus como algo determinado nos anais celestiais.   Enquanto nós cristãos no mundo inteiro celebramos a Páscoa como um único sinal de libertação do povo de Deus do Egito (mundo dominado pelo maligno) e também da morte e a ressurreição de Cristo, há outras grandiosas bênçãos e razões para o povo de Deus celebrar esta estação por conta dos grandes livramentos e novos começos que Deus sempre trouxe e vai continuar trazendo ao Seu povo por ocasião desta estação pascoal milagrosa. Na páscoa é tempo de novos começos, por isso é importante celebrar. Ela é a primeira das três festas fixadas por Deus para alegria do Seu povo. Em Deuteronômio 16:16,17 diz:  “Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher na Festa dos Pães Asmos (Páscoa) na Festa das Semanas (Pentecostes) e na Festa dos Tabernáculos, porém, não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor. Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a benção que o Senhor, seu Deus lhe houver concedido”. Temos que nos posicionar em obediência e em honra às solicitações e princípios de Deus para que possamos receber a bênção. Todavia, há especificações a serem seguidas em tais celebrações e uma é bastante clara: Não se deve vir diante do Senhor de mãos vazias. Coloque o seu coração nas mãos do Senhor e venha para a páscoa no culto de domingo preparado para dar ao Senhor o seu melhor no louvor e na adoração e, se prepare para receber do melhor de Deus. Faça também a sua oferta junto com a sua família, pois o seu território e geografia serão limpas de toda opressão e você viverá um novo tempo de libertação, cura e prosperidade. O fato de estar celebrando, é um sinal de que o sangue de Cristo estará sobre a sua casa. Entendendo a Páscoa A aliança de sangue que Deus fez com o homem começa na Páscoa. É uma das estações e épocas mais santas, de grandes milagres e livramentos, como mostra a história, que nós como crentes celebramos o poder de Deus e Sua libertação sobre o seu povo e em nossas vidas. Tudo tem a ver com o sangue de Cristo. Talvez você diga: O que a Páscoa tem a ver comigo se eu sou um cristão e isto começou com os judeus? Vamos colocar um fundamento aqui: Dos judeus, recebemos a Bíblia; Foi lá que Jesus nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou. É lá que Cristo vai voltar e reinar o reino milenar. Recebemos e cremos junto com os profetas, rei Davi, Isaías, Daniel, Maria Mãe de Jesus, os doze apóstolos, e o maior escritor que inspirado pelo Espírito Santo, escreveu grande parte do Novo Testamento, Apóstolo Paulo (judeu por excelência); tudo o que cremos na Bíblia se deu na vida comum de judeus que criam

As Bênçãos Da Páscoa – Parte 1 Read More »

Exalando o perfume de Amor

  Lucas 7: 36-47   Nas ultimas três semanas falamos sobre paixão, sobre a expressão ardente do primeiro amor. Vimos que a paixão espiritual genuína é aquela que é mais que emoção, pois a paixão baseada na emoção humana é passageira e frágil, mas a genuína é sedimentada em Cristo e têm suas raízes no amor incondicional que foi demonstrada por Ele na cruz do calvário, amor este que através da Palavra e comunhão com o Senhor, se torna um encargo do nosso coração.   Aprendemos que Deus quer que sejamos ardentes na nossa missão de portadores de boas novas de salvação, Ele quer que sejamos fervorosos na demonstração do amor que Foi revelado na cruz do calvário. Nosso amor pelo Senhor, pelo próximo, pela célula deve ser quente, deve estar fervendo! Nossa participação nos cultos, célula, discipulado e nas orações deve ser fervorosa.   No texto base de hoje Jesus foi convidado por um fariseu chamado Simão para ir à sua casa. Ao ouvir que o Messias estava na casa do fariseu, aquela mulher que era considerada pecadora, provavelmente uma prostituta que tinha sido tocada pelo amor de Cristo e agora estava agradecida e desejosa de mudança. Ela foi apressadamente ao seu encontro em resposta a este amor. Este fato acabou resultando numa bela passagem bíblica.   Ela chega a Jesus com um vaso de alabastro com um precioso perfume. A Bíblia diz que ela passou a lavar os pés do Filho de Deus com suas próprias lágrimas, ao mesmo tempo ela beijava os seus pés e os ungia com o ungüento (perfume) que carregava.   Observe que uma das características que mais marcavam aquela mulher era o da coragem. Ela entrou na casa de um fariseu que nunca a convidaria, ela era considerada uma pecadora e os fariseus (cujo nome significa separados) não admitiam conviver com pessoas consideradas por ele como menores por não obedecerem aos padrões da sua religião.   Mas o verdadeiro amor lança fora todo o medo e dá ousadia e coragem, pois o amor daquela mulher se revela tremendamente verdadeiro. Esse amor se revela sem palavras, se revela com lágrimas, não é o amor de palavras vazias, não é o amor fingido, Não! É o amor que brota de um coração arrependido, contrito, cheio de fé e humildade e que vê em Jesus o Cristo o único que pode perdoar suas falhas que por muito tempo a mantiveram afastada de Deus, o Pai celeste.   Jesus disse que pelos frutos se conhece a árvore, a atitude daquela mulher demonstra o seu arrependimento e gratidão! Ela entrega a Jesus uma oferta preciosa, um vaso de alabastro contendo algo precioso, mais que isso, ela dá a sua própria vida sem medo da reação e rejeição dos religiosos, dos homens apegados a tradição. Ela derrama lágrimas que brotam de um sentimento verdadeiro, de uma emoção genuína, não manipulada, e se entrega àquele que não a condenou, mas que a amou com um amor puro, santo e incondicional. Ele não se importou pelo fato dela ser uma prostituta e nem impôs condições, só a amou e ofereceu perdão e uma nova chance para viver uma nova vida.   Mas o religioso coloca os seus dogmas e suas tradições acima de tudo isso: Simão o fariseu fica indignado com aquela cena e passa a duvidar de Jesus (Verso 39). Ele não reconhecia, ele estava cego pela venda da falsa religiosidade, pois Aquele que estava em sua casa era o Deus encarnado, que desceu do Céu para salvar não os que professam apenas uma religião, mas os que com coração contrito, se arrependem dos seus pecados e se entregam sem restrições a Ele para servi-lo – (Lucas 19:10).   Jesus passa então a contar uma parábola ao fariseu que também é amado por Ele e que também precisava de salvação, mas não reconhecia – (Lucas 7: 41-43).   Se agirmos como Aquele fariseu e nos acharmos como menos pecadores, como mais inocentes e santos, seremos muito menos gratos ao Senhor por tudo que Ele fez e faz por nós. Receber perdão, ter uma nova chance, experimentar a salvação e a oportunidade de viver uma nova vida aqui na terra e no céu, significava muito para aquela mulher que naquela época e cultura, estava condenada e sem novas oportunidades, mas sim, desprezada e rejeitada por todos por ser uma prostituta.     Aquele que realmente se olha como não merecedor e reconhece a necessidade do perdão de Deus se torna uma pessoa muito grata e fervorosa na fé, encontrando desta forma a graça aos olhos do Senhor.   Muitas vezes o nosso orgulho, o nosso medo, as nossas preocupações, as ambições, o receio de perder os amigos e de que a família se revolte contra nós nos impedem de se entregar verdadeiramente a Cristo. No verso 48 e 49 deste mesmo capítulo Jesus a perdoa e estabelece sobre ela a Sua paz e salvação, pois Ele veio para perdoar e salvar, não importa se você acha que os seus pecados são muito grandes e até imperdoáveis, Ele através do nosso arrependimento nos perdoa dando-nos a salvação, a vida eterna.   Se você reconhece que é pecador por ter feito muitas coisas erradas, ou se você se acha bom e justo, não importa o que você acha, todos nascemos pecadores, todos cometemos pecados e precisamos nos arrepender. Ainda que os nossos atos pareçam bons, mesmo que sejamos honestos e caridosos, a Bíblia diz que nascemos em pecado e devemos nos apresentar diante de Deus com fé e arrependimento, para encontrarmos a graça do perdão e do amor de Cristo na nossa vida, afinal Ele pagou o preço do nosso pecado na cruz do calvário   O exemplo daquela mulher ainda exala hoje o perfume do amor, da entrega e da graça. Vamos exalar deste amor pelo Senhor e pelo próximo, vamos ampliar o primeiro amor lançando o combustível da palavra, da oração, da comunhão, do relacionamento, do discipulado, da busca e da

Exalando o perfume de Amor Read More »

Paixão e desejo pela Colheita – Final

  Em 1 João 5:11-13 diz: "E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está no seu Filho. Quem tem o filho, tem a vida; quem não tem o filho de Deus, não tem a vida. Escreve-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna.   Vimos na semana passada que nunca devemos depender das emoções para crer nas promessas de Deus, pois a nossa esperança e certeza da salvação estão nas promessas de Deus. Os nossos corações precisam arder com uma chama apaixonada e permanente pela salvação de vidas, com um amor que arde no coração pelo próximo, para que haja uma colheita sobrenatural e extravagante, pois quando nosso tempo acabar, Cristo nos levará para casa para nos dar a vida eterna e nos entregar o nosso galardão.   Deus espera que correspondamos com aquilo que fomos chamados a ser; Filhos e servos adoradores do Deus vivo, apaixonados Por Ele, verdadeiros ganhadores de almas, fazedores de discípulos com o mesmo coração, homens e mulheres curados que vivem por uma missão.   Como saberemos se temos essa Paixão por Deus e pelas vidas?   Você só saberá quando ver as pessoas como Jesus viu. Jesus se compadecia das multidões, pois ardia em seu coração o desejo de velas salvas e cuidadas. Ele se esforçava ensinando e orientando a todos sobre o reino de Deus, demonstrando interesse por cada uma delas. Então veja as pessoas como Jesus viu. (Marcos 6:34).   Quando você se importar e sentir como Jesus sentiu ao ver as pessoas de Jerusalém virando as costas à mensagem de Deus sem perceberam que Ele estava ali, aí você estará vivendo essa paixão. Jesus tentou cuidar deles como a galinha cuida de seus pintinhos colocando-os debaixo das suas asas, mas eles não quiseram e o Senhor lamentou com lágrimas nos olhos. Ele ansiava velos experimentando do projeto de salvação estabelecido a toda humanidade, mas nem todos deram crédito. Hoje acontece a mesma coisa, mas os apaixonados se importarão e farão de tudo para que todos conheçam a verdade e sejam libertos – (Mt 23:37)   Para isso Jesus trabalhou na vida de doze homens para que estes após a sua morte e ressurreição, transmitissem a mensagem de salvação que foi legalizada na cruz do calvário. Ele disse em Marcos 16:15,16: Ide por todo o mundo e pregai este evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem porem não crer será condenado. Em Mateus 28:19 Ele ordenou aos seus discípulos: Ide e fazei discípulos de todas as nações… Essa é também a missão de todos os que creram, você creu na mensagem de Cristo? Você o aceitou como o teu Senhor e salvador? Então essa missão também pertence a você.   Se você conseguir ouvir o que Jesus ouviu na sua caminhada nesta terra, você se disporá a esperar e ouvir as pessoas que te chamarem clamando por ajuda. Jesus ao ouvir os gritos do cego Bartimeu, ouviu também o seu coração e naquele dia aquele homem voltou a ver e foi salvo – (Lucas 18:39-43). Se esta paixão por vidas estiver queimando no seu coração você irá aonde Jesus foi. Em Lucas 19:10 diz que o Senhor Jesus veio buscar e salvar o perdido. Ele foi onde estavam os perdidos, Ele veio até nós e aqui Ele procurava os doentes, os cansados e os pecadores. Neste caso Ele veio pra todos nós, pois todos somos pecadores e precisamos de salvação.   Se esta paixão estiver em seu coração você irá orar o que Jesus orou. Ele se preocupou com a seara, com o campo, com a geografia, com a igreja que tem uma grande missão e tão poucos comprometidos. Ele sabia do desafio de ter pessoas preparadas e com o coração de servos, de verdadeiros trabalhadores do reino, pois tem muita coisa para fazer e são tão poucos aqueles que se dispõem para trabalhar. É preciso ter paixão, ter fervor, ser ardente – (Mt 9:37-39).   Por que ter paixão é importante? Porque Paixão fala de fervor, de algo queimando aqui dentro, por uma causa, por uma missão, por um sonho, etc. Quem ama tem paixão, quem não ama tem ilusão, tem algo passageiro. O discipulado desenvolve paixão no coração.   A paixão faz toda a diferença em tudo o que você faz, paixão é o último estágio do primeiro amor, Nada pode substituir a paixão na vida de um líder. A paixão pelo Senhor nos leva a sermos capazes de morrer por ele. Nenhum preço é alto demais para quem está apaixonado pelo Senhor e, estar apaixonado por Ele nos leva a viver como Ele viveu e querer e amar o que Ele ama. Maria derramou Balsamo de nardo puro nos pés de Jesus, era algo precioso e caro, havia paixão, não importava o valor, importava expressar seu amor ao mestre lhe dando o melhor. Quer ter o melhor de Deus na sua vida? Lhe dê o melhor!   Qualquer preço é alto demais para quem não está apaixonado pelo Senhor, tudo é motivo para reclamar. O apaixonado por Jesus transforma a dor, a perda e o sofrimento em desafio, em trampolim, em experiência para crescer. A paixão é o primeiro passo para a realização.   Sua paixão determina seu destino, paixão intensa gera resultados intensos. A paixão aumenta a sua força de vontade. Não existe substituto para a paixão. A paixão transforma você. A paixão torna o impossível, possível. Um líder com grande paixão e poucas habilidades supera outro com grandes habilidades e apático naquilo que faz.   Você não pode liderar algo pelo qual não está apaixonado. Associe-se a outros apaixonados a fim de manter o primeiro amor, de manter a brasa acesa soltando faíscas pra todo lado. A paixão é contagiosa, A Paixão é uma escolha que deve ser alimentada. A sua paixão determinará suas ações, Apaixonados atraem apaixonados. Manter a paixão é mais

Paixão e desejo pela Colheita – Final Read More »

Paixão e desejo pela Colheita – Parte 2

João 4:34-36; 14:6; Rom 1:13-17   Terminamos na semana passada dizendo que Homens e mulheres comprometidos e quebrantados, que vivem diariamente buscando a Deus com uma paixão ardendo no coração, mudarão o quadro da igreja e de um mundo que vive sem amor e carente de salvação, um mundo que ainda vive em trevas. Vimos que os grandes no Reino do céu são aqueles que amaram a Deus mais do que todos os outros. A nossa Paixão vem de Deus.   Infelizmente ainda existem pessoas que não estão dispostas a investirem nada, nem do seu tempo, energia, ou dinheiro em prol do reino de Deus. São pessoas frias no reino, sem paixão, não buscam de fato a Deus, não tem o coração ardendo pelas coisas do Senhor e vivem para si mesmas. Quem vive para si mesmo perde a verdadeira vida, quem vive pelo Senhor gastando-se em prol do Seu reino, ganha a vida eterna que está em Cristo Jesus – (Marcos 8:35-37 ou Mateus 16:34-26).   Por outro lado graças a Deus, existem muitas pessoas que tem seus corações ardendo pelo Senhor e pelas vidas, suas agendas estão focadas em servir a Deus, suas prioridades são as vidas é o reino de Deus, elas arrumam tempo para buscarem o primeiro amor, nunca desistem, tiram força da fraqueza e avançam, estes são os vencedores que a bíblia fala e, eu creio que você é uma delas!!!   “A paixão do Cristianismo se origina do ato de deliberadamente abrirmos mão de nossos direitos e nos tornarmos servos de Jesus Cristo”. Tudo por Ele e para Ele São todas as coisas. Exemplos Históricos de Paixão  “Que todos tenhamos apenas um propósito. Vivamos para isto, de salvar nossas próprias almas e as daqueles que nos ouvem.” (John Wesley) Deus ouviu suas orações e a igreja de Wesley foi estabelecida e transformou a Inglaterra e tocou muitos lugares no mundo. Quando a mulher de John Knox lhe implorou que ele deveria tentar dormir um pouco, ele respondeu: “Como poderei dormir se o meu País ainda não é salvo?” Freqüentemente ele orava a noite toda em tons agonizantes. “Senhor, dá-me a Escócia, ou eu morrerei!” Deus sacudiu a Escócia com um avivamento. Deus deu a Knox, na sua época, a Escócia. David Brainard, missionário entre os índios americanos escreveu, “Eu não me importava em como ou onde vivia, ou qual dificuldade atravessaria, contanto que eu pudesse ganhar almas para Cristo” George Whitefield, grande evangelista e amigo de John Wesley orou, “Senhor, dá-me almas ou tome a minha alma”. Diz na historia da igreja que o rosto dele ficou como o de Moisés quando ele fez esta oração em prantos. William Booth, fundador do Exército da Salvação, quando perguntado pelo rei da Inglaterra qual era sua força motriz, ele respondeu, “Senhor, a paixão de alguns homens é pelo dinheiro, outros por fama, mas a minha é por almas”.     Como alcançamos de Deus esta Paixão?  Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo coração – Jer. 29:13. “Pedi , e dar-se-vos-á; buscai  e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois aquele que pede, recebe; o que busca, encontra; e ao que bate, se abre.” (Mt 7:7-8)   1.     O propósito de Deus para a nossa vida é a salvação, a vida eterna   O homem (ser humano) foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa de sua desobediência e rebeldia, escolheu seguir o seu próprio caminho e seu relacionamento com Deus se desfez. Este estado de independência de Deus, caracterizado por uma atitude de rebelião ou indiferença, é evidência do que a Bíblia chama de pecado. "porque o salário do pecado é a morte… (separação espiritual de Deus – Rm. 3:23 e 6:23). "Receber a Cristo implica arrependimento, isto é, reconhecer que pecamos e precisamos de perdão. Isto significa deixar de confiar em nossa capacidade para nos salvar, crendo que através de Cristo recebemos perdão dos nossos pecados. Não é suficiente crer intelectualmente que Jesus Cristo é o filho de Deus e que morreu na cruz pelos nossos pecados ou ter uma experiência emocional. Recebemos a Cristo pela fé, através de uma decisão pessoal. Precisamos aceitar o sacrifício dele por nós, e o fazemos através da fé, a fé nos leva a uma atitude.   Quando cremos no evangelho de Cristo e entregamos nossa vida a Ele, nos arrependendo dos nossos pecados e selando a nossa fé nEle com a nossa confissão, de que realmente Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador, somos salvos. A oração de entrega expressa a nossa fé e o desejo do nosso coração. Quando cremos e confessamos, Jesus Cristo entra na nossa vida como Ele prometeu e Satanás perde o direito sobre nós e, nos tornamos filhos e herdeiros de Deus Pai, recebendo assim a vida eterna que está no Filho de Deus, Jesus Cristo.   2.     Como saber que Cristo está em sua vida Quando você recebeu a Cristo confessando-o com teu Senhor e Salvador aqui na célula e confirmando lá na igreja, algo tremendo aconteceu na sua vida. Fisicamente e aparentemente tudo parece igual, mas dentro de você e no mundo espiritual algo tremendo e maravilhoso aconteceu – (João 1:12).   Agradeça sempre a Deus porque Cristo habita em sua vida e porque Ele nunca deixará você (Hebreus 13:5). Você pode saber que o Cristo vivo habita em você, e que você tem a vida eterna, desde o momento em que O convidou para entrar em sua vida, baseado em Sua promessa. Ele não decepciona.   "E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está no seu Filho. Quem tem o filho, tem a vida; quem não tem o filho de Deus, não tem a vida. Escreve-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna – (1 João 5:11-13).   Nunca dependa das emoções, a nossa esperança e certeza da salvação e de uma vida em abundancia

Paixão e desejo pela Colheita – Parte 2 Read More »

Paixão e desejo pela Colheita – Parte 1

João 3:16; Marcos 16:16,16; Romanos 10:13-15   Nas ultimas cinco semanas ministramos sobre a importância de lavar os pés uns dos outros, de amar uns aos outros, de perdoar uns aos outros, de exortar mutuamente uns aos outros no Senhor e Admoestar para preservação da fé genuína no Senhor. Todos estes são mandamentos recíprocos que nos darão bases para crescermos e convivermos com saúde para um propósito muito maior no reino e aqui na IACC. Isso é de valor fundamental, Deus procura homens e mulheres curados e maduros que compartilhem de uma paixão pelos que estão sem Cristo. Jesus veio para “buscar e salvar o que se havia perdido.” Deus deseja que todos sejam alcançados com o poder transformador do Evangelho.   O propósito de Deus é que tenhamos compreensão sobre a paixão de Deus pelos perdidos deste mundo. Devemos examinar a conexão bíblica entre a paixão bíblica e a importância da paixão nas nossas vidas e igreja. Devemos descobrir como aumentar nossa paixão pela Colheita de vidas para o Senhor Jesus.   Os fundamentos Bíblicos estão relacionados ao Amor e bondade de Deus pelo Mundo. O mundo rejeitou o amor de Deus e foi separado Dele. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus. Is 59:2   No entanto Deus amou tanto o mundo que enviou Seu Filho ao mundo para redimi-lo. O Filho de Deus, Jesus Cristo, veio ao mundo com um único propósito. “Pois o filho do homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido.” Lucas 19:10   Agora cada crente deverá continuar o ministério de Cristo. “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda a criatura, quem crer e for batizado será salvo…” Mc. 16:15,16 “E Deus nos deu o ministério da reconciliação… como embaixadores de Cristo.” 2 Coríntios 5:18, 20   O mundo que Deus ama, pelo qual Cristo morreu, embora não saiba e ainda não percebeu, está ansioso para experimentar o amor de Deus. Jesus disse: Não dizeis, ”Quatro meses falta até a ceifa? Eu vos digo: Erguei os vossos olhos, e vede os campos! Já estão brancos para ceifa. (colheita)” João 4:35   O que é Paixão? 1.      É o fogo que mantém sua visão viva e dinâmica. 2.      A Paixão é tudo aquilo pelo qual uma pessoa está disposta a sofrer. A raiz da palavra paixão é a palavra paserre, que significa sofrer. É algo que você deseja tanto que é capaz de qualquer sacrifício para conseguir. Paixão é a força que arde interiormente, que o toma por inteiro…. uma força além da atividade humana comum; ela não o deixa até que os propósitos de Deus tenham sido alcançados.         Textos bíblicos que mostram paixão   Jeremias 20:9 – Mas se eu disser, “Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome, sua palavra me é no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos. Estou fatigado de contê-lo e não posso mais.” Ele, o profeta Jeremias não conseguia segurar, precisava falar e pregar a Palavra. Veja a declaração do Apóstolo Paulo em I Coríntios 9:16 – “…pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho!” Veja o estilo de vida do Apóstolo Paulo em Gálatas 2:20 – “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Paixão, coração ardendo, fervor).  Resultados pela paixão na Colheita de vidas Na igreja primitiva, a Igreja do Novo Testamento, Pessoas estavam sendo salvas e acrescentadas diariamente à igreja (Atos 2:47). Era como se a igreja tivesse virado o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:16,17). O povo de Deus precisa mais uma vez ter uma paixão que vem de Deus, pelos bilhões que estão esperando ouvir que são amadas por Deus. Reconhecemos que ganhar almas é parte de nossa responsabilidade. No entanto, esta tarefa na realidade é apenas ocasional em nossos planos de trabalho e calendário. Teoricamente, continua sendo nosso alvo, mas na prática, tanto no ministério público quanto no particular, freqüentemente não tem sido essa nossa prioridade.”   Resultados – Após 2000 anos e 59 gerações, um terço do mundo ainda não ouviu a verdade a respeito do Cristo salvador, do verdadeiro redentor e intermediário entre Deus e os homens.  Dois bilhões de pessoas vivem sem saberem que Deus as ama com amor eterno e incondicional. Mais de mil grupos étnicos (culturas) nunca foram alcançados com o Evangelho de Cristo. Em mais de 1700 idiomas não tem a bíblia traduzida. João 3:16 ainda não pode ser lido e compreendido.   O que pode mudar este quadro da igreja e do mundo, a partir de hoje?   Homens e mulheres comprometidos e quebrantados, que vivem diariamente com uma paixão, “salvar vidas.” Homens e mulheres que se envolvem, se integram para serem usadas por Deus no ministério da Palavra e apascentamento. Pessoas que não se contentam em apenas sentarem nos bancos da igreja só para receberem, mas que alem de estarem integradas para receberam, são portadoras da Palavra, líderes no reino de Deus. No nosso caso como igreja celular, são aqueles que se posicionam para serem líderes discípulos nas células e redes, aqueles que debaixo de uma cobertura, espalham o evangelho e cuidam de vidas. São os vencedores que em todos os lugares da terra, nas suas regiões, ganharão esta geração para o Senhor Jesus. Você é essa pessoa que tem paixão pelo Senhor e pelas vidas?   Os grandes no Reino do céu são aqueles que amaram a Deus mais do que todos os outros. A nossa Paixão vem de Deus. “Como toda boa dádiva e todo dom perfeito, a paixão vem de Deus. (Tiago 1:17) “Nós não acendemos este fogo sozinhos. Não produzimos este fogo de nós mesmos. “Nenhuma pessoa pode iniciar em si mesmo este fogo celestial; este só pode vir da brasa do altar do alto, por isso buscar

Paixão e desejo pela Colheita – Parte 1 Read More »

Admoestai-vos uns aos outros

  Texto Bíblico – Atos 20:28-32   Admoestar significa advertir. “Admoestar ou Advertir implica num sentido de maior urgência do que exortação. Não concentramos mais no encorajamento e consolação, mas no anúncio dum perigo que deve ser evitado. Este é um dos ministérios mais importantes na igreja, por se tratar daquele que promove livramento das ovelhas diante de situações ameaçadoras. Essa é a função de um verdadeiro líder discipulador. É muito bom ser discípulo de alguém que exerce este ministério da admoestação.   1.    A Admoestação e o Perigo de Lobos Devoradores – (Atos 20:29) diz: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.”   Paulo havia recebido da parte de Deus a responsabilidade de advertir aos líderes da igreja quanto à possibilidade de perigo no meio do rebanho. Falsos mestres, falsos pastores, falsos líderes, falsas ovelhas que estão no mundo e até dentro da igreja, em breve estariam agindo no meio do povo, aproveitando-se da ausência do líder mais experiente ou daquele presente fisicamente, mas ausente na sua função de cuidar. A finalidade do inimigo e promover divisão, confusão, dispersão e enfraquecimento dos irmãos.   O apóstolo Paulo teve de se utilizar do ministério da admoestação para advertir com seriedade acerca desse tema: (Atos 20:31) diz: “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.”   Os “lobos devoradores” podem ser pessoas com más intenções que se infiltram para prejudicar as pessoas. Algumas vezes inconsciente, mas com veneno da serpente trabalham para dividir a igreja com fofocas, maledicências, promovendo intrigas e suspeitas entre os irmãos. Outros procuram introduzir sorrateiramente falsas doutrinas. A admoestação nesses casos serve para proteger as pessoas que estão se deixando influenciar pelo mal ou que podem vir a ser. Deus ama você e Ele quer te livrar do mal.   Também serve para advertir as próprias pessoas que estão promovendo o mal. Muitos o fazem porque foram influenciados e envenenados por outros, Deus tem um propósito de alcançá-los, eles podem se arrepender pela admoestação e assim serem abençoados e os discípulos ficam protegidos.   Identifique situações que não promovem edificação, como por exemplo, críticas, fofoca, maledicência, rebeldia, murmurações e outros. Lute para conservar sempre pura a sua fé, observando a admoestação (advertência) do Senhor através do seu líder, que você conhece e pode confiar. (Deus quer proteger você!).   2.    O Propósito da Admoestação – (1 Coríntios 4:14) diz: “Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados.” A admoestação não tem por objetivo envergonhar o discípulo, o filho espiritual ou o irmão na fé que está contaminando ou sendo contaminado; pelo contrário, o propósito é edificar trazendo mudança pelo confronto ou exortação. Como um pai ansiosamente deseja promover segurança ao filho amado, assim devemos encarar o ministério da admoestação. Para que seja assim é necessário que o coração de quem admoesta seja maduro e verdadeiramente cristão.     Romanos 15:14 diz: “E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.” A palavra de Deus destaca a bondade e o conhecimento como requisitos indispensáveis para se exercer tal ministério. Bondade para não julgar nem humilhar o advertido, e conhecimento para entender bem as Escrituras e discernir o que não é o verdadeiro evangelho de Cristo. Evangelho: boas novas de salvação!   Alguém que não tenha a bondade de Cristo em seu coração e não tenha passado pelo processo na visão sendo discípulo/líder/discipulador fiel e comprometido, não deve admoestar. Vejamos os motivos: Primeiro: Ele não o fará numa atitude de amor e respeito, visando à edificação, pois ainda não está vivendo aquilo que tenta exercer e não está preparado e nem maduro o suficiente para admoestar.    Segundo: não aceitará de forma madura uma possível recusa da parte de quem está sendo admoestado, pois se ele não é discípulo, não aceitou também ser admoestado, portanto é imaturo. Devemos lembrar que nem todas as pessoas aceitarão nossa admoestação, mesmo sendo exercida em amor, estes tem a tendência de andarem sozinhos ou dando trabalho ao líder e comprometendo a conquista da equipe. Busque crescer na virtude da bondade e do conhecimento para que o propósito da admoestação possa sempre ser atingido em seu ministério, pois se vierem estranhos na sua célula com doutrinas erradas ou estranhas, seus discípulos estarão protegidos pela sua admoestação e os estranhos confrontados.   3.    A Admoestação e a Longanimidade – (1 Ts 5:14) diz: “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. Jesus Cristo morreu por todos, todos são preciosos para Ele, Seu desejo é ver todos salvos. Longanimidade significa ter longo ânimo e disposição para manifestar paciência, tolerância, constância, firmeza, perseverança, clemência e lentidão em punir pecados. Como a admoestação visa edificar e não destruir? Muitas vezes se requererá paciência para ver os frutos. Os insubmissos devem ser admoestados, conforme o texto acima, mas nem sempre os resultados da admoestação serão observados imediatamente. Precisamos da longanimidade para que deixemos Deus agir de forma progressiva nos corações advertidos e estes se rendam. É importante que as pessoas tenham tempo suficiente para assimilar o aprendizado para depois dar frutos de arrependimento e transformação. Seja paciente! A palavra de Deus em Mateus 18:15-17 nos ensina: Se teu irmão (sendo discípulo ou não), pecar contra você ou estiver levando uma vida de pecado, vá e, a sós com ele, mostre lhe o erro (já liberando perdão e abençoando). Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão e os dois serão abençoados. Se, porém, não te ouvir, e continuar pecando, toma ainda contigo uma ou duas pessoas maduras da igreja, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja, para que outros e se possível, líderes

Admoestai-vos uns aos outros Read More »

Exortai-vos uns aos outros no Senhor

  Texto Bíblico – Hebreus 3:12,15; I Tess. 4:18; Atos 11:19-26; Na semana passada estudamos sobre a importância do perdão e este sendo praticado de forma recíproca. Hoje continuaremos estudando estes mandamentos sobre o dever de nos amar, perdoar e servirmos uns aos outros, Jesus ensinou a reciprocidade. Isso só é possível quando estamos integrados em uma equipe de discipulado. Se eu sou exortado pelo meu líder, posso exortar meu discípulo, um cuidando do outro. Se eu sou amado, devo amar, se fui perdoado, devo perdoar e assim por diante.   Exortar significa: “influenciar sobre a vida de outrem com o intuito de conduzi-lo a um padrão de vida melhor, há um comportamento equilibrado e aceito; encorajá-lo a observar certas instruções que o levará ao êxito. “Simplificando, exortar é encorajar, estimular, aconselhar, etc. Houve um homem na Bíblia chamado José a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa “encorajador” ou “filho da consolação”, sobre quem gostaríamos de falar nesta ministração…   1.    A Exortação e o Caráter Cristão – “Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (Atos 11:23-24).       A arte de encorajar ou de consolar as pessoas em meio às lutas está intimamente associada ao caráter cristão e o discipulado facilita essa prática. Barnabé era um estimulador de vidas porque era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Deus, que ama perfeitamente as pessoas e deseja o sucesso delas, agia livremente através desse homem para estimular o crescimento dos novos crentes.        A passagem acima mostra a ação de Barnabé para com os de Antioquia que haviam acabado de receber a Palavra de Deus. O texto revela que ele exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. O novo cristão precisa ser consolidado para tirar as dúvidas, crises, desânimo e insegurança. Barnabé, certamente, agia de forma eficaz nessas e noutras áreas trazendo sempre palavras de encorajamento que edificavam. O resultado desse trabalho foi que muita gente se uniu ao Senhor.       Quando buscamos o crescimento e amadurecimento cristão através do discipulado, o resultado é o   enchimento do Espírito Santo e da Palavra de Deus. É desta forma que teremos melhores condições de exercer o ministério da exortação. A bondade divina fluirá através de nós para fortalecer os que necessitam de ânimo, acompanhamento e de encorajamento. Você tem identificado as marcas da bondade do Espírito Santo e da fé em sua vida, que o habilite a ser um exortador eficaz? Lembra de Calebe? Ele exortou a todos a crer no Senhor e defendeu Moises, seu líder. (Números 13:30)   2.    A Exortação e o Pastoreamento – “Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e…” (Atos 9:27).   O ministério de exortação que era tão rico na vida de Barnabé permitiu-lhe ajudar um jovem pregador da Palavra de Deus. Paulo havia se convertido há pouco tempo, porém ele tinha contra ele um péssimo histórico de perseguição à igreja de Deus. Agora ninguém confiava nele, pois tinham medo que ele fosse um traidor no meio dos cristãos. No entanto, Barnabé teve o discernimento de que aquele homem era sincero em sua confissão de fé, e então, confiou nele e se dispôs a interceder em seu favor junto aos apóstolos da igreja.   Chama-nos a atenção a frase: “Mas Barnabé, tomando-o consigo…”; enquanto todos o repeliam, Barnabé o tomou consigo. Paulo precisava de alguém que lhe consolidasse e lhe desse um voto de confiança e uma palavra de estímulo em meio ao descrédito sofrido. Foi aí que o ministério de exortação mais uma vez se demonstrou eficaz. Paulo foi encorajado a permanecer firme no caminho e se tornou o maior de todos os apóstolos, alcançando todo o mundo de sua época com a mensagem do evangelho.   Todos nós tivemos um passado sem Cristo. Precisamos de pessoas que nos vejam como novas criaturas e que nos ajudem a vencer as fraquezas e confessar e renunciar as transgressões do passado. Importa que sejamos assim também para com os que se aproximam de Deus, sempre acreditando e sabendo que elas são pessoas maravilhosas e que Deus as ama e que eles podem mudar e amadurecer em Cristo. Você que já foi ao Encontro e iniciou a Escola de líderes e hoje está integrado na equipe de doze, sendo um líder em formação neste processo de treinamento para ser um líder de célula, bem que poderia citar o nome de pelo menos três pessoas a quem tem “tomado consigo” para consolidar, cuidar, acompanhar e estimular na carreira cristã, fazendo desta pessoa seu discípulo ou discípula. Estes poderia ser a sua célula em formação para uma futura multiplicação, ou tomar a decisão de se colocar a disposição para consolidar uma pessoa ajudando seus discipuladores a apascentar os novos da sua célula. (Decisões mudam destinos e históricos). .   3.    A Exortação e a Restauração – “Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.” (Atos 15:39). Barnabé e Paulo estavam juntos servindo ao Senhor pregando o evangelho pelo mundo. Nessa ocasião, chegaram a discutir sobre quem levariam com eles na nova jornada missionária. Barnabé queria levar Marcos, um jovem que havia desistido da obra no passado; Paulo não concordava com a idéia e por isso se separaram. Entre acompanhar alguém que já era líder que estava pronto e maduro e voltar para buscar quem precisava de restauração, Barnabé não teve dúvidas, escolheu a última opção.   Ele e Marcos seguiram para Chipre. O resultado desse investimento vemos descrito no testemunho de alguns homens de Deus: Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos. (1 Pe 5:13);  Somente Lucas está comigo.

Exortai-vos uns aos outros no Senhor Read More »

Perdoai-vos Uns aos Outros no Senhor

  Texto – Mateus 18:23-35  Nesta parábola Jesus nos ensina lições importantíssimas sobre o perdão. Muitas pessoas vivem debaixo de um jugo pesado na alma, nos seus relacionamentos e na vida espiritual, pelo simples fato de reterem o perdão, guardando assim magoas e amarguras no coração.   Por que devemos e precisamos perdoar?   Primeiro: Porque a nossa dívida para com Deus era infinitamente maior do que a dívida de alguém para conosco – “E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos… Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves” (Mat 18:24 e 28) O homem que devia ao rei representa cada um de nós. A dívida dele era altíssima, totalmente impagável. Um talento valia seis mil denários, sendo um denário referente a um dia de trabalho. Baseado no salário mínimo da época, aquele homem levaria em torno de 164 anos para pagar toda a sua dívida, isso se ele usasse todo o seu salário só para pagar. Essa era, figuradamente, a nossa dívida para com Deus. Mas Ele nos perdoou por causa do Seu grande amor para conosco.  A única coisa, porém, que Deus requer de nós é que tenhamos para com os outros o mesmo espírito perdoador que Ele teve para conosco. Aquele homem da parábola, infelizmente, não fez assim. Saindo do lugar onde havia sido perdoado encontrou alguém que lhe devia uma soma irrisória comparada ao montante da sua dívida para com o rei. Cem denários era o valor, referente a cem dias de trabalho (três meses e dez dias). Apesar de tão pequeno o valor, ele exigiu que fosse paga toda a dívida não demonstrando compaixão. Isso representa a dívida de alguém para conosco, que sempre será, aos olhos de Deus, infinitamente menor do que a nossa própria diante dEle. Não importa o que tenham feito contra nós, sempre será menor e sempre estaremos devendo perdão e amor às pessoas, pois é impossível pagar aquilo que Deus fez e faz por nós.   Segundo: Porque o perdão é fruto da compaixão divina; e a não liberação dele, é fruto de um coração endurecido –  “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mateus 18:27 e 30). O rei foi movido por íntima compaixão e por isso perdoou a dívida. O perdoado, porém, simplesmente não quis perdoar igualmente a seu próximo. Um teve compaixão, o outro endureceu seu coração e não quis fazer o mesmo. A compaixão é um dos sentimentos mais fortes descritos na Bíblia. Todas as vezes em que Jesus se moveu de íntima compaixão, algum milagre aconteceram. Exemplos: Mateus 9:36; Mateus 14:14; Marcos 5:19; Marcos 6:34; Marcos 8:2; Lucas 10:33; João 11:33.   Em contrapartida, “não querer” fazer algo de bom em favor de outra pessoa revela um coração que ainda não conheceu a “compaixão” de Deus. Quando somos perdoados por Deus, mas não queremos perdoar aos outros, estamos demonstrando a mesma ausência de compaixão divina em nossos relacionamentos. As conseqüências disso veremos logo a seguir. Terceiro: Porque não podemos fazer do nosso coração uma prisão – “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mt 18:27, 30). O rei soltou e mandou embora seu devedor, perdoando-lhe a dívida. Este saiu e mandou prender a quem lhe devia. Um solta e o outro prende.   Quando perdoamos liberamos as pessoas que estavam aprisionadas em nossos sentimentos; quando não perdoamos, continuamos sofrendo a cada dia as lembranças amargas da ferida sofrida. A ausência do perdão transforma o nosso coração num verdadeiro cárcere, acumulando pessoas, fatos e sentimentos amargos.   Continuamos levando os nossos ofensores no coração cada vez que acordamos pela manhã, durante o dia e ao nos deitarmos. Eles estão presos em nossas lembranças, atormentando-nos e tornando a nossa vida infeliz. Mas quando perdoamos, abrimos a cela do nosso interior e os deixamos ir. Enquanto os libertamos, promovemos a nossa própria libertação.   Quarto: Porque o perdão só depende de nós e é incondicional – “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida… Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mateus 18:27, 30 O rei que perdoou a dívida era livre para não depender da atitude do outro. Ele perdoou porque quis perdoar e não porque o outro tivesse feito algo por merecer. Seu perdão foi incondicional e só dependia dele mesmo. No outro caso, o segundo devedor foi lançado na prisão “até que saldasse a dívida”. Nesse caso, a liberação dessa vida dependia de seus feitos: o pagamento da dívida. Sua liberação não era incondicional, mas tinha de sujeitar-se à condição de quitar sua pendência.   Vemos então que no primeiro caso tudo dependia do credor, no segundo, dependia do devedor. Isso nos ensina que não precisamos depender do arrependimento do outro ou do seu pedido de perdão, para liberarmos perdão. Podemos fazer isso a qualquer tempo e para qualquer um. Só depende de nós. O contrário disso, torna-nos eternos reféns de outra pessoa. Se perdoarmos, ficarmos livres e liberamos a outra pessoa de uma prisão espiritual. Quinto: Porque o perdão nos livra dos atormentadores – “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.” (Mateus 18:34).   Quando os servos do rei contaram-lhe da atitude não perdoadora daquele a quem o rei havia liberado, todos entristeceram-se muito, e logo foi ordenado que aquele homem fosse entregue aos verdugos (atormentadores) até que pagasse toda a dívida. Vemos então, que a entrega aos verdugos não se deu pela dívida em si, porque esta já estava perdoada, mas pela atitude não perdoadora que teve. Aquele que não perdoa vive em grandes conflitos internos. Os atormentadores da alma se

Perdoai-vos Uns aos Outros no Senhor Read More »