O verdadeiro natal – Parte I
I Timóteo 1:15; Lucas 2:8-12 Qual o significado do natal? Todos sabem que no dia 25 de dezembro comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Mas, quem é Jesus e para quê Ele nasceu? Que Jesus veio ao mundo, ninguém duvida. A própria história geral cita esse fato. Aliás, todos os outros fatos históricos ficaram divididos entre antes e depois de Cristo. Ele se tornou um ponto de referência universal. Quanto à veracidade de sua existência, existe comum acordo, tanto bíblico como histórico. Mas, quanto ao propósito da Sua vinda, começam as polêmicas, que se originam de meras opiniões humanas. O que o texto bíblico diz é que Jesus veio para salvar os pecadores. Ele não veio fundar uma nova religião, nem criar uma nova linha de pensamento filosófico. Ele veio salvar os pecadores, veio revelar o reino do céu e implantar a sua igreja. Mas, o que é salvação? Salvação e libertação e livramento. Libertação no sentido presente: quando alguém se entrega a Cristo, Ele o liberta dos vícios, das angústias existenciais, da infelicidade e das opressões espirituais. A salvação é também livramento no sentido futuro. Os que aceitam a Cristo ficam livres da condenação eterna que sobre eles recairia no juízo final e assim terão direito de entrar no céu eternamente. O apóstolo Paulo termina a frase do texto que lemos hoje com as palavras: "Dos quais eu sou o principal". Ele disse que a salvação era para os pecadores e que ele se considerava o principal deles. Isto é reconhecimento do estado pecaminoso. A parte de Deus na obra da salvação foi enviar Jesus para morrer em nosso lugar, recebendo sobre si o castigo que seria nosso. A nossa parte é reconhecer que somos pecadores e que precisamos do perdão que Cristo oferece. Jesus é o médico espiritual que atende com amor a todos os que reconhecem a doença do pecado. Ele ama a todos e diz: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28.) Reconheçamos, pois, nossa situação e oremos: "Senhor Jesus, sou pecador e preciso de salvação. O natal só terá sentido se houver salvação. É óbvio que Jesus nasceu, cresceu, gerou Sua igreja, formou discípulos, morreu na cruz em nosso lugar, ressuscitou e voltou para o Céu e se assentou a direita de Deus Pai, no lugar de maior autoridade do universo, fez tudo isso para nos dar a redenção. O natal existe porque Jesus nasceu, mas sabemos que não foi dia 25 de dezembro e sim em Tabernáculos, na primeira semana de outubro. Por que a bíblia não dá muita importância em seu nascimento? Porque o ato mais importante não foi nascer, e sim morrer pelos pecadores, tanto que ele manda celebrar a ceia relembrando sua morte e ressurreição. As antigas civilizações influenciavam todas as outras nações com a ideologia do deus sol. Eles ficavam esperando a chegada do sol e, pelo ritual, no dia 24, no Oriente, o sol se abriria, e, então, poderia haver a celebração porque o deus sol havia se manifestado. Este ritual solstício, festa ao deus sol, tem início em 25 de Março e encerra em 25 de Dezembro embaixo de uma arvore com oferendas. Roma adotou essa data esperada pelos pagãos, para o nascimento de Jesus, e declarou que o Natal seria na viração do dia 24 para 25. Quem conhece Israel sabe que 25 de Dezembro é inverno naquela região, nesta época cai neve e ninguém fica exposto ao tempo. Lucas 2:8 diz que quando Jesus nasceu os pastores estavam no campo na vigília da noite. Os pastores não ficariam no campo numa noite de inverno. No final de Outubro e início de Novembro, os pastores já não vão mais ao campo, porque já é declarado inverno. Não há pastagem, é inseguro e desconfortante para o rebanho. Roma achou por bem colocar a data de 25 de Dezembro e dizer que Jesus nasceu num frio daquele. Não foi assim. A sabedoria de Deus está sobre nós para discernir o que é sagrado e o que é profano. Precisamos voltar para a base da genuína fé cristã, da Palavra depurada, retirando tudo que foi inserido por Roma, enquanto instituição religiosa, vivendo como cristão-cristão e não como cristão-pagão. A nossa oração é a mesma que a do Apóstolo Paulo para com os Efésios; que Deus ilumine os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação. (Efésios 1:18). Isto porque, às vezes, vivemos numa prática irreflexiva, precisando enxergar além da realidade palpável. Jesus deu este conselho em Apocalipse 3:18. “Aconselho-te que de mim compres outro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.” Jesus é e sempre será o motivo principal e único das nossas celebrações. Ele não é simplesmente mais um motivo. Tudo o que realizamos e celebramos é para a glória de Deus, pois o Senhor não aceita glória dividida. Em Isaías 42:8 diz: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.” Quero fazer-lhe uma pergunta: Jesus é o centro do seu propósito? Então, vamos caminhar na luz que temos recebido do Senhor Jesus, o Cristo, crendo que “aquele que começou a boa obra em nós, há de aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6) Só assim você poderá perceber o verdadeiro sentido do Natal, pois, dessa forma, o nascimento de Jesus fará diferença para a sua vida, como fez para mim e para milhares de pessoas em todo o mundo. Existem muitas pessoas que mesmo conhecendo a Palavra de Deus comemoram o natal com papai Noel, arvores e guirlandas, (coroa de espinho) sem contar os duendes e oferendas que em alguns países fazem embaixo das arvores. (Jeremias 2:20; 10:1-4; Ezequiel 20:28; Deuteronômio 12:2). Espera-se que, nas comemorações do nascimento
O verdadeiro natal – Parte I Read More »
