Consolidação – Curso de discipulado – Parte 7
O segredo e o poder da unidade Unidade é a chave da revelação do evangelho e do amor do Pai ao mundo. "Eu neles e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”.(João 17:23) Muitos cristãos ao começarem sua jornada com Deus, logo se embaraçam nos relacionamentos ao encontrarem pela frente alguns problemas muito comuns, é a família que não compreende a fé e o evangelho que abraçamos, é o irmão (ã) da igreja que é difícil, é o parente que não nos pagou o que devia, mesmo podendo pagar, é alguém "pegando no pé" para que façamos ou deixemos de fazer alguma coisa, é a falta de compromisso das pessoas com quem contamos para realizar algo, enfim, relacionamentos serão um desafio para nós. Como conseguiremos alcançar e manter a unidade que é requerida para todos que estão no corpo de Cristo? Como discernir as nossas motivações quando enfrentamos desafios nos relacionamentos? A resposta para estas perguntas está contida no texto acima. Jesus disse: "Eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitos em unidade"… Em outras palavras, se Cristo realmente está em nós, significa que temos todas as condições para andarmos em perfeição na unidade. Nesta área o padrão requerido por Deus é a perfeição. Assim sendo, moralmente falando, as motivações que norteiam os nossos relacionamentos devem estar cem por cento purificadas de todo ressentimento, malícia e egoísmo. Esta unidade é tão importante, que Jesus está afirmando que ela é a chave para revelar o salvador ao mundo e também a chave para receber a convicção do amor do Pai: "Para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles, como me tens amado a mim.” Podemos definir a unidade como uma chave. Uma chave precisa ser perfeita, caso contrário ela não abre a fechadura. O modelo da chave, cada ranhura, cada detalhe precisa combinar e se adequar ao formato da fechadura. O segredo entre a chave e a fechadura é a compatibilidade, o encaixe preciso, a unidade perfeita. Uma ranhura a mais, já emperra o processo e a porta continua trancada. É aqui que muitos se veem diante de uma porta fechada com a chave quebrada dentro da fechadura. Vamos ver através desta chave, podemos romper as barreiras imposta pelo inimigo, fazendo a luz brilhar em lugares escuros e prevalecer sobre a ignorância espiritual imposta pelo príncipe das trevas. A unidade nos trará poder, liberdade e a benção de Deus. Quebrantamento e renúncia: requisitos para a unidade. O maior adversário para que a unidade aconteça está dentro de nós mesmos. Barreiras internas, motivações egoístas, desgaste emocional, inimizades, pecados ocultos, sentimentos facciosos, preconceitos e muitas outras coisas que precisam se tratadas e vencidas. O ponto de partida para isso é o quebrantamento e a renúncia. Tudo precisa estar no altar de Deus, tudo precisa ser entregue a Ele, tudo precisa ser santificado pelo fogo da renúncia. Se estivermos lutando por resultados carnais, não tocaremos o incorruptível que Deus tem para nós. "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" Quanto maior a ausência de renúncia, maior a resistência do mundo espiritual contra nós. Ganhamos velocidade e unidade quando entregamos a Deus tudo o que Ele pede. Credores ou devedores: O dilema da unidade. Um importante princípio sobre o corpo de Cristo, no qual agora estamos, pode ser interpretado nesta pequena frase: Quem não se integra, não aceita! Um dos mais fortes problemas dentro da igreja são as pessoas que não se integram e conseqüentemente ficam fora da unidade e da vida que flui no corpo. Tais pessoas normalmente são aquelas que estão freqüentemente cobrando de outras: cobram amor, cobram ajuda, cobram assistência, cobram compreensão, cobram edificação… Quem não se integra acumula motivos para críticas e murmurações. Toda cobrança descomprometida traz consigo o poder destruidor da acusação. Acusação é a essência da identidade de satanás. Quem se integra já está solucionando. Está batizado na verdadeira motivação de amar, desenvolvendo a atitude de devedor. O coração de um devedor é comunicado através de alguém que se integra. O que é se integrar? É participar com identificação. Integrar-se é servir. É deixar de ser um expectador alheio e se converter e se unir à visão. Este, na verdade, é o grande problema dos que não se integram: não são servos. Gostam de estar isolados em seu comodismo. Integrar-se é estar numa posição de compaixão e não de orgulho crítico. Integrar se também requer calcular o preço. Esta é a evidência prática de alguém que decidiu ser um discípulo, submetendo-se voluntariamente à disciplina de agir responsavelmente. Para estarmos integrados ao corpo de Cristo andando realmente em unidade, precisamos chegar a essa consciência de que somos devedores. O apóstolo Paulo compreendeu esta verdade e disse: sou devedor! "Eu sou devedor, tanto a gregos, quanto a bárbaros, tanto a sábios, quanto a ignorantes. Romanos 1: 14 Um outro texto que complementa esta revelação é "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros: porque quem ama aos outros cumpriu a lei do amor". Romanos 13:8 Sempre teremos uma dívida: o amor. Já que o amor é a essência de todos os mandamentos, jamais podemos deixar de pagar esta dívida. Isto corrige as nossas motivações e aplaina os nossos caminhos. Somos devedores! Esta é a única dívida que gera créditos neste mundo e no vindouro. Dessa forma, jamais devemos cobrar amor, mas sempre pagar amor! Cobrar amor nos leva a uma série de tormentos e cadeias. Cobrar amor é o contrário da lei do amor. Nossa vida emocional, psicológica e espiritual fica embotada e adoecida pela
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