Maturidade na visão celular – Pregada no café RGSP

Habacuque 2:2,3; Atos 5:42; A igreja começou e se consolidou nos lares e hoje o Espírito Santo está nos levando para este princípio, para que a igreja esteja cumprindo o seu propósito nesta geração. Precisamos ser uma igreja com propósito, caso contrário seremos um povo se esforçando apenas para serem salvos. Este é um erro cometido por muitos, pois salvação está vinculado com mudança de vida e salvação verdadeira indica frutificação e liderança. Hoje para alcançarmos êxito em um mundo contaminado pelo pecado, com conceitos mundanos totalmente contrários aos princípios de Deus, com uma sociedade carente e inconstante, onde o pecado, o conhecimento, informação, tecnologia e ciência crescem e chegam rápido, hoje o pecado entra de forma sutil, rápida e devastadora na vida das pessoas e também na igreja. Hoje a igreja em grande parte está passiva, estagnada e em alguns casos, em uma rota estranha, onde os papeis na família estão trocados e muitos estão servindo a Deus com uma motivação errada. Jesus disse em sua sétima carta as igrejas do Apocalipse que esta última igreja seria morna, misturada, precisando comprar ouro refinado pelo fogo, vestiduras brancas e colírio para os olhos para que vejas, Jesus mostra que a igreja do fim estaria com a visão comprometida, sem uma visão clara. Para aumentar nossa produtividade e alavancar o crescimento da igreja vencendo estes desafios é preciso estar sempre revendo conceitos, adaptando-se ao novo, procurando novas possibilidades de melhorias. Precisamos estar contextualizados com o terceiro milênio sem perder a essência de Cristo, precisamos estar atualizados com os acontecimentos, sem sairmos do propósito, sem sairmos da rota de Deus para nós e igreja. Temos a tendência de vivermos boa parte de nosso tempo retorcendo o passado, preocupados com o futuro e vivenciando e investindo muito pouco na nossa vida, família e ministério.   Para alcançarmos êxito como cristãos, igreja e pastores nesta geração, precisaremos ter cinco características: 1. Ter Velocidade: Hoje para crescermos e conquistarmos como igreja, como empresários e profissional em um mundo tão competitivo e em uma geração tão carente e violenta, é necessário estar bem informado e ativo para ter velocidade naquilo que fazemos. Se formos lentos para tomar decisões, para operacionalizar a estratégia, para ganhar, consolidar, discipular e enviar, ficaremos para traz. Se você conheceu a visão celular M12 e ainda não buscou uma cobertura para transicionar a igreja de forma correta e estar respaldado no território, fatalmente ficará para traz! 2. Ser polivalente, ser multe especialista: Hoje precisamos saber fazer de tudo um pouco, hoje não basta fazer bem feito, temos que ser excelentes naquilo que fazemos. Precisamos conhecer bem o nosso papel como igreja, como pastores, apóstolos. Nossos discípulos precisam conhecer o seu papel e saberem fazer de tudo um pouco e com excelência. Para isso precisamos conhecer bem a visão, ler seus livros, participar dos congressos, encontros e discipulado. Hoje fazer mais ou menos não serve, tem que ser com muita qualidade, bem feito, o melhor, é por isso que a reforma chegou, pois precisamos fazer o melhor pra Deus. 3. Estar capacitado para executar, saber executar. É necessário estar atualizado, capacitado para executar aquilo que Deus confiou em nossas mãos, é preciso fazer acontecer. Isso envolve treinamento, se não treinarmos nossos discípulos ensinando-os na prática, fazendo e vivendo, eles terão dificuldade de fazer. Ter cobertura é uma chave para me capacitar e me respaldar no território, estar em uma equipe de doze me motiva a continuar e melhorar, agora, para que eu possa ser discipulo e aprender, preciso ter o coração ensinável, preciso aprender a ser discípulo. 4. Ter Visão: Ter visão é ver além do natural, do normal, é ver o invisível, é ver o futuro, é saber para onde estamos indo. Deus disse ao profeta, escreve a visão, grava-as em tábuas, para que a possas ler até quem passa correndo. Ler aqui significa entender. Qual é a visão celular Apóstolo?  Simples:  ganhar, consolidar, discipular e enviar. Precisamos entender a visão, caso contrário ela não funcionará na sua plenitude. Tem muita gente frustrada com a visão por não tê-la recebido no espírito. Visão indica que há um caminho a ser percorrido, que há um lugar para se chegar. Sabemos que se uma igreja não ganhar novas pessoas levando-as a maturidade cristã, esta igreja está vivendo sem propósitos. Se esta igreja tem visão, ela tem que ser bem definida, todos precisam conhecer e assim vivê-la intensamente. Se temos uma visão de crescimento, uma visão que nos aponta um caminho, uma visão que nos dá destino de conquista, então esta visão precisa ser consolidada, sedimentada e praticada na sua totalidade. A Visão que Deus nos deu gera Motivação que leva a Ação e esta estabelece e garante um futuro de êxito na missão desenhada nesta visão.  O Líder que vive e luta por uma visão desenvolve uma estrutura estável, que estará sedimentada em sua equipe que no nosso caso, são os doze que começa na primeira geração e se multiplica estabelecendo as gerações. 5. Entender de gente: É fundamental entender de gente, saber ver com a ótica do outro, ter empatia, saber se relacionar com todos sem perder a ética, os princípios espirituais, familiares e moral. Então qual o melhor caminho para desenvolvemos relacionamentos? Simples; Discipulado! Como vou desenvolver minhas habilidades para lidar com pessoas? Sendo discípulo, sendo confrontado, orientado, ensinado e amado pelo discipulador, pois só assim vou conseguir discipular, vou conseguir lidar com pessoas difíceis. As pessoas que chegam hoje na igreja são bem diferente da geração passada, são pessoas carentes de muito amor, carentes de aceitação, marcadas pelo pecado, pela rejeição, com muitas cadeias espirituais e emocionais, etc. A igreja precisa ter respostas, pois o Espírito age só quando as pessoas se rendem e o buscam. Deus não invade, ele respeita o livre arbítrio. Características do líder M12 Somos da visão celular no modelo dos doze e três características são marcantes em um líder M12: O pensar, o falar e o agir. Essas atitudes contribuem para a saúde espiritual do

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Restaurando a nossa fé

Mateus 12:9-14 Vemos aqui Jesus Cristo curando um homem que tinha a mão ressequida. Creio que nessa passagem Deus tem muito a nos falar a respeito de nossas mãos espirituais. As mãos são os nossos instrumentos para criarmos, para fazermos, pegarmos, nos apropriarmos de algo, lutarmos e nos defendermos. Sem as mãos nos sentimos impotentes. Com as mãos amarradas para trás nos sentimos dominados e subjugados. Não por acaso a polícia subjuga um criminoso amarrando-lhe as mãos. A expressão "ressequida", é diferente de "ressecada", é mais grave. Quando a pele seca pelo tempo ou pelo sol está ressecada, mas a mão que está ressequida perdeu os movimentos. Assim podemos dizer que a mão é um símbolo de algo mui­to sério no mundo espiritual. Assim como no mundo natural, tudo é conquistado com as mãos. Aprendemos no domingo passado que as mãos tem cinco dedos por que significa responsabilidade diante do Senhor. Podemos fazer tudo com as nossas mãos, isso indica que temos compromisso com os nossos atos. Nossas mãos simbolizam nossas obras e no mundo espiritual, a nossa fé exerce o papel de mão, ou seja, é por meio da fé que conquis­tamos as bênçãos de Deus e O agradamos. O problema é que a nossa mão espiritual pode também se tornar ressequida, ou seja, a nossa fé pode estar enferma. Com a fé ressequida não conseguiremos produzir muita coisa, nos senti­remos incapazes e impotentes diante das circunstâncias. 1. A mão ressequida simboliza uma fé ressequida Ter uma mão espiritual ressequida é ter uma fé que não se abre para receber as bênçãos e as provisões de Deus, que estão ao nosso dispor. Precisamos ter mãos espirituais curadas para nos apropriarmos das bênçãos, para pegarmos e dizermos: "E meu, eu tomo posse, isso me pertence". A parte de Deus é dar, mas a nossa parte é apropriar. Uma mão espiritual ressequida, porém, já não pode se apropriar das promessas corretamente. Além de não poder se apropriar das promessas, a mão ressequida também já não pode lutar no meio da batalha, pois é incapaz de empunhar a espada. No meio da luta, a fé ressequida é completamente indefesa. Em terceiro lugar a mão ressequida não tem forças para reter as promessas de vitória. Deus é tão gracioso que pelo fato de ouvirmos e obedecermos sua Palavra, Ele vem e põe nas nossas mãos benção de provisão em tudo, com Deus tudo transborda. Já viu bênçãos assim? Você nem foi atrás, a bênção correu atrás de você. Mas quem tem fé ressequida não consegue reter essas bênçãos. Deus nos dá as bênçãos nas nossas mãos, precisamos retê-las pela fé, precisamos segurá-las. Creio que nestes dias a nossa fé será restaurada para retermos e segurarmos as bênçãos do céu. 2. Por que Jesus quer curar a fé ressequida? Hoje é dia de um milagre do Senhor em sua vida, é dia da sua fé ser curada. Se você está desiludido, sua fé era forte e, por alguma razão, ela não opera mais como antes, hoje é dia da sua fé ser curada. Por que Jesus quer curar a fé ressequida? Como ele fará isso? No texto que nós lemos há três razões: a) Porque pertencemos a Jesus Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Naquele instante Jesus olhava nos olhos daquele homem que tinha a mão ressequida e dizia: "essa ovelha é minha, ela me pertence". Saiba de uma coisa: você não é seu, você não pertence a si mesmo, você pertence a Deus. Ele criou você, Ele tem o direito de criação, de fabricação e de patente. Ele fez você. Você pertence a Ele. Mas, se não bastasse o direito de criação, que já era dEle, Jesus comprou você de novo, lhe resgatou e pagou o preço. Você pertence a Ele. Você é dEle. E o Senhor diz: "Quan­to mais vale o homem!". Você pertence ao Senhor por isso você tem valor. Joga fora essa atitude de menos valia, de se achar incapaz e pensar que não é merecedor do amor de Deus. b) Porque a fé mirrada coloca nos em uma cova Jesus disse que a ovelha, representado pelo homem da mão ressequida, estava caída numa cova. Em seguida, Ele afirmou: "ainda que seja num sábado, seja que dia for, eu farei todo o esforço para tirá-la do buraco". Todas as vezes que a nossa fé fica ressequida, caimos em uma cova, em um buraco. Precisamos receber cura na nossa fé diariamente através da Palavra de Deus, através da oração, confissão, relacionamento com a igreja e célula, e também no discipulado. O crente com a fé ressequida fica cansado, sua alma fica can­sada, seu semblante fica cansado, suas palavras se tornam cansa­das e cansativas porque está faltando descanso de Deus. Quando nossa fé é curada, ela estará edificada, então o descanso entrará em nossa vida, pois todo descanso vem pela fé. c) Porque temos um grande valor Jesus disse no versículo 12: Quanto mais vale um homem do que uma ovelha. Jesus quer curar nossa fé porque somos muito preciósos para Ele. Deus enxerga além do que qualquer um pode enxergar em nós. Quando Deus nos olha, Ele tem olhos de lapidador, que não vêem apenas a pedra bruta, mas vêem o diamante lapi­dado, a jóia perfeita, com um valor tremendo. Quando Deus nos vê, Ele não vê apenas o que somos agora, mas o que poderemos ser. Ele também nos enxerga na glória reinando com Cristo. Uma das coisas que tornam uma peça preciosa é o fato de ela ser única. Não há outro igual a você, você é único. Deus sabe disso, Ele te criou e não quer perder você. Ele quer completar a boa obra que iniciou, renovar a sua fé para crer por coisas tremendas nEle. Deus têm pensamentos bons ao seu respeito. O olhar de

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O significado dos números da Bíblia

1 Timóteo 2.5, Dt 6.4 Para se compreender mais facilmente o Apocalipse é necessário ter clareza do significado dos números na Bíblia. Em sua leitura, pode-se perceber que certos números aparecem com bastante frequência como o sete, o doze e o quatro. Lembre-se que eles não surgem na Bíblia por acaso; possuem um significado. A Bíblia usa os números de um a seis como básicos para todos os outros. Todos os demais têm seus significados essenciais a partir dos seis primeiros. O número 7 é o número perfeito, mas o 8 é 7 + 1, ou seja, um número que inicia um novo ciclo.   O número 1. O número um fala de harmonia e unidade. Deus é a fundação. Tudo começa Nele. Ninguém o precede, desse modo, o número um representa o Deus absoluto. Para com Deus tudo é um: há um só Deus (1 Tm 2.5, Dt 6.4). A Bíblia declara a Páscoa como o início dos meses (Êx 12.2). Primeiro porque foi o tempo em que Ele veio para salvar seu povo. Todo primogênito era santo ao Senhor (Êx 22.29). Também era Sua toda primeira colheita e todo o primeiro fruto. O número um aponta para unidade, para o Deus absoluto. Ele é o único Deus. O número 2. O três é o número da trindade; o número dois é o número do Senhor Jesus. Deus é três em um e um em três. Dentro da trindade, o Filho é a segunda pessoa. O número dois é, portanto, o número do Senhor Jesus. O dois tem um significado semelhante ao oito. A Palavra do Senhor diz, na Primeira Epístola aos Coríntios, que Ele é o segundo homem (1 Co 15.47). Na Epístola aos Romanos, Ele é o segundo Adão. Jesus tem duas naturezas: é plenamente Deus e plenamente homem. Sua obra possui dois estágios: encarnação e glorificação. O sacrifico pelo pecado, em Levítico 5.7, tinha duas pombas, mostrando os dois aspectos da salvação. O número dois também fala de comunhão, adição e ajuda (Ec 4.9-12). O Senhor Jesus veio para ter comunhão com o homem, trouxe Deus para dentro do homem e levou o homem para dentro de Deus. Dois também é o número do testemunho. Na Bíblia, todo testemunho precisa de, no mínimo, duas pessoas. Os discípulos foram enviados aos pares (Mt 10), porque o testemunho duplo é fiel e verdadeiro (Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16; 2 Co 13.1; 1 Tm 5.19). Dois é o testemunho de Cristo. A bíblia fala que os pães que ficavam no Lugar Santo eram dois, o que aponta para o testemunho. Durante a Grande Tribulação haverá duas testemunhas que irão pregar em Jerusalém (Ap 11.3). Apocalipse nos mostra que um dos nomes de Jesus é a Testemunha Fiel e Verdadeira (AP 1.5 e 19.13). Dependendo do contexto, o dois também pode significar divisão e contraste. O número 3. Existem três números na Palavra de Deus que significam completude: O três, o sete e o doze. Eles possuem basicamente o mesmo significado, indicando algo completo. O número três, porém, aponta para algo completo relacionado a Deus que é Triuno, três que são um. O homem é a imagem e semelhança de Deus, por isso, ele é triuno: espírito, alma e corpo. A família para ser família tem que ter pai, mãe e filho, porque expressa o relacionamento da trindade. Três também é o número da ressurreição porque Ele ressuscitou ao terceiro dia. Jonas ficou três dias no ventre do peixe e o Senhor disse que esse era o sinal da ressurreição. O batismo é feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pedro negou Jesus três vezes e por três vezes Jesus lhe perguntou se ele o amava. A Primeira Epístola de João menciona três testemunhas sobre a terra e o céu (1 Jo 5.8). Elas são o Espírito, a Palavra e o Sangue, testemunhas porque apontam para as três pessoas da trindade.   O número 4. O quatro é o número da criação. São quatro os elementos: terra, ar, água e fogo. Apocalipse 7.1 mostra que são quatro os ventos da terra. Isso não significa que na Terra existam quatro ventos, mas que eles sopram sobre toda a criação. São quatro as estações do ano e também os pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste. São quatro os impérios mundiais mencionados no Livro de Daniel, de Nabucodonosor até Cristo. Os quatro evangelhos narram a história de Jesus vivendo nesse mundo, lidando com sua criação. Na parábola do semeador, são quatro os tipos de solo do coração, mostrando que abrange toda a criação de Deus. O julgamento do mundo tem quatro aspectos em Apocalipse: a guerra, a fome, a doença e o terremoto. Por isso o número quatro na Bíblia, aponta para criação. O número 5. O número cinco significa responsabilidade diante do Senhor. Na parábola das virgens, tem-se dois grupos: cincos néscias e cinco prudentes (Mt 25.2). Isso porque cinco significa responsabilidade. É o número de dedos da nossa mão indicando que temos compromisso com os nossos atos. Nossas mãos simbolizam nossas obras. A consagração de Arão e a purificação do leproso tinham cinco unções que eram aplicadas em cinco partes do corpo, mostrando que somos responsáveis pela unção recebida. O Senhor multiplicou cinco pães para alimentar cinco mil pessoas e Davi usou cinco pedras para vencer Golias. Sabemos que o quinto reino mencionado em Daniel, será o reino de Cristo e para entrar nele, temos que ter compromisso. Em Levítico temos cinco ofertas que falam das obrigações de o homem se apresentar diante de Deus. Dessa forma, o número cinco simboliza responsabilidade diante de Deus. O número 6. É o número do diabo (Dn 3.1, Ap 13.18). É também o número do homem caído em rebelião contra Deus e unido com o diabo. Seis é o número do homem criado vivendo sem Deus no mundo. O homem foi criado no sexto dia. Pode trabalhar seis dias por semana (Ex 23.12). O número do anticristo é 666.

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Saindo definitivamente da passividade

Marcos 8:22-26; Lucas 18:35-43 Nos textos que lemos hoje vemos o Senhor Jesus orando e tocando em dois homens cegos, um homem era de Betsaida e outro estava sentado a beira do caminho perto de Jericó. Jesus agiu de forma diferente com os dois, para Bartimeu Jesus disse, veja e ele viu, para o outro Jesus teve que colocar saliva nos olhos e ainda impor as mãos por duas vezes. Buscaremos ver através destes dois cegos se existe em nós passividade ou não, se houver, precisaremos romper e viver a liberdade que Cristo nos proporcionou. Este  ho­mem de Betsaida fora levado por outras pessoas até Jesus e é  impressionante a passividade desse homem. Ele era cego e se não fossem seus amigos suplicarem por ele, ele continuaria paralisado nessa mesma condição. Tão diferente de Bartimeu, também cego, que quando fica sabendo que o Senhor Jesus passava por ali grita bem alto apesar da repreen­são e rejeição de alguns. Pela insistência de Bartimeu que não parava de gritar, Jesus para e o chama, ele dá um salto e vai correndo até o Senhor. Jesus nem precisa perguntar se ele está vendo, pois o mesmo começa a glorificar a Deus e todo o povo louva a Deus pelo milagre. Vejamos a diferênça entre os dois cegos Bartimeu não ficou esperando por ninguem, não ficou parado acomodado com a sua situação e quando as pessoas se levantaram para impedí-lo, ele gritou mais alto ainda e não se intimidou, buscou a sua cura e recebeu. Quando Bartimeu chegou diante do Senhor Jesus ele sabia exatamente o que queria e quando recebeu, se expressou. Fico imaginando ele pulando e gritando glorias a Deus pela cura que recebera, tanto que mesmo seguindo a Jesus pelo caminho a fora, não parava de glorificar. Em contra partida, o cego de Betsaida ficou esperando ser levado por outras pessoas quando soube que o Senhor chegou naquele lugar, e quando estava diante dEle quem rogou e clamou por ele foi estas pessoas que o levaram. Jesus agiu diferente com ele, pois o pegou pela mão e o levou para fora da aldeia, pois este precisava de algo mais, uma oração apenas não seria suficiente. Este era mais mudo que cego. Jesus para curar este homem aplica-lhe saliva em seus olhos, isso nos parece estranho, não foi algo comum, mas foi exatamente isso que o Senhor fez, e depois o toca imponde-lhe as mãos. Agora aquele homem enxerga, mas não se expressa e foi necessário o Senhor Jesus lhe perguntar se ele via alguma coisa, é só aí que ele afirma ver pessoas que se parecem com árvores. Em vez de dizer a Jesus que não está enxergando direito, diz o que vê como quem se contenta com uma "meia-cura". Acima de tudo, aquele homem não enxergava sua própria dignidade. Jesus, porém, não se contenta com a visão turva dele e por isso executa sua cura completa. Veja que foi Jesus que toma a iniciativa de perguntar e de orar novamente, pois se não o fizesse, aquele homem continuaria da mesma forma. A única razão para o fracasso das pessoas está na perda ou na falta de foco. É preciso saber o que queremos e aonde sonhamos chegar. Quantas pessoas vivem como aquele cego, contidos em sua própria escuridão existencial, alheios às possibilidades que os cercam, alheios ao poder de Deus e sem interesse quando têm diante de si a abundância de vida. Quantos vivem em absoluta cegueira quanto ao que Deus deseja realizar em suas vidas e ao próprio valor pesso­al. Quantos vivem sem enxergar a sua verdadeira identidade em Cristo, a sua oportunidade de servir ao Senhor usando seus talentos, seus bens e seu tempo. Muitos não enxergam a benção de estar casados, de ser pais e de ser filhos. Muitos vivem passivos quanto a fé, quanto a família, quanto ao ministério e a salvação. Quantos vivem e não expressam sua fé e não conseguem ver direito o quanto o Senhor já fez e não valorizam aquilo que já receberam. Muitos desistem por causa das falhas que cometem ou pelas falhas do conjugê, dos filhos, dos pais, dos líderes etc., mas Deus me mostrou que a grandeza não é a ausencia de falhas, mas a vontade de superá-las. É preciso sair da acomodação e buscar mudanças. Nossa visão é de companheirismo e discipulado. Aquilo que aquelas pessoas fizeram foi certo, pois eles levaram aquele homem até a presença do Senhor Jesus, eles agiram como uma célula deveria agir. Precisamos fazer o mesmo, pois a resposta certa para cada vida vem de Deus. Não podemos ser passivos, não podemos ser pessoas frias, não podemos ficar parados e satisfeitos com aquilo que já conquistamos, Deus tem mais para nos dar e é preciso buscar, receber e se expressar. O Salmos 100 diz que devemos servir ao Senhor com alegria. Deus falou ao meu coração que a nossa reação a Sua Palavra é um retrato de nosso respeito para com Ele. O preço que estivermos dispóstos a pagar por Deus, determina o quanto Ele vale pra nós! Para alcançar o sucesso é preciso sair da acomodação. O que está faltando em nossa vida é o que certamente não valorizamos no passado, e em muitos casos, foi porque ficamos passivos e não agimos. O cristão fiel e verdadeiro não se intimida com as ameaças do inimigo ou com as circunstâncias contrárias, pois está alimentado, fortalecido, firmado na fé e guardado em Cristo. Conclusão: Aprendemos também neste acontecimento que é preciso crer e receber com facilidade. Imaginem, foi necessário Jesus passar saliva nos olhos daquele homem para desenvolver a sua fé, mesmo sendo o Senhor orando e declarando a cura com imposição de mãos, ainda não era suficiente.   Aquele cego não sabia que era saliva, deve ter pensado; deve ser algum remêdio, Jesus deve estar ungindo os meus olhos. Mesmo pensando assim, foi necessário Jesus fazer duas orações e mesmo assim, precisou da insistência do Senhor Jesus para ele testemunhar e se

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Receba a Arca de Deus em sua casa

2 Samuel 6:1-3,9-12; Mateus 18:20 A Arca da aliança no antigo testamento simbolizava a presença de Deus, ela apontava para Jesus Cristo, pois tanto na sua estrutura, como nos objetos colocados dentro dela, apontava para Ele, inclusive no eu propósito. Ela era feita de madeira de acácia, uma madeira encontrada no deserto. Por ser do deserto, esta madeira é formada em um clima de muito calor ao dia e geada a noite, além disso, no deserto os ventos são fortes e constantes, a madeira de Acácia fica flexível, forte e resistente, ela não quebra e os cupins não conseguem perfura-la, é também uma arvore feia e sem aparência agradável. Na conotação espiritual seria uma madeira incorruptível. A arca é construída desta madeira e revestida de ouro por dentro e por fora, ouro fala daquilo que é divino e a madeira fala daquilo que é terreno. Jesus se fez homem, se tornou humano, se tornou terreno, mas perfeito, santo incorruptível, embora ele fosse homem, tinha a essência do céu, era divino. Aqui o humano foi revestido do céu, daquilo que é divino. Jesus na terra estava como homem, viveu como tal, não usou nenhuma vez os atributos de Deus, na realidade, Ele despojou-se destes atributos, embora a sua essência divina sempre permaneceu sobre Ele. Dentro da arca foi colocado o cajado do sumo Sacerdote Arão, as tábuas da Lei e o Maná que caia todos os dias de manhã como pão para o povo se alimentar, pois estavam no deserto. Jesus Cristo é o verbo vivo representado na Lei de Deus, a Sua Palavra. Ele é também o pastor supremo, o sumo sacerdote representado pelo cajado de Arão, Ele é também o pão vivo que desceu do Céu para alimentar os que creem representado pelo Maná. A presença da arca da aliança trazia a manifestação da presença de Deus no meio do povo, uma vez por ano o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, diante da Arca, para fazer propiciação pelo pecado do povo, ali era apresentado o sangue do sacrifício da ovelha inocente pela culpa e o perdão era liberado. Jesus apresentou seu próprio sangue como Cordeiro inocente imolado diante de Deus pelo nosso pecado. Agora Ele traz a presença de Deus no nosso meio, Ele se tornou a porta de acesso, Ele agora é mais do que Deus conosco, Ele se tornou Deus em nós. A arca era levada junto as tropas na época da guerra, e o povo de Deus vencia as batalhas. Onde a Arca estivesse, a bênção de Deus se estabelecia. Saul foi um rei que desprezou a arca de Deus, e o seu reino não foi abençoado. Quando Davi assumiu o reino, ele mandou buscar a Arca e trazer para Jerusalém. Ele mandou que trouxessem a arca de uma maneira errada, pois a arca não poderia ser transportada de outra forma que não fos­se nos ombros dos sacerdotes. Como trazia a arca de forma errada, houve um problema no transporte, então deixou a arca na casa de Obede Edom."E ficou a arca do Senhor em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a sua casa." (2 Samuel 6:11) A arca foi enviada para a casa de Obede Edom, um homem que não era da tribo de Israel, mas quando a arca pousou na casa dele, ele prosperou em tudo. A arca ficou na casa de Obede Edom durante 12 semanas, e durante estas doze semanas tudo mudou na casa dele. A bênçãos chegaram e ele foi muito próspero. A Arca hoje é o lugar onde dois ou três se reúnem em nome do Senhor Jesus, pois foi o próprio Jesus quem disse que Ele estaria em nosso meio quando nos reuníssemos em nome dele. É como as células, onde nos reunimos em nome do Senhor Jesus. (Mateus 18:20) A presença de Deus muda tudo na vida de uma família. Onde a arca chega, a geografia é mudada. O mal não pode resistir. Deus vai derramar de Suas bênçãos sobre os lares que são portas abertas para que a palavra dEle seja propagada. Obede Edom experimentou o melhor tempo de sua vida quando a arca estava em sua propriedade. Os milagres aconteciam quando eles invocavam a Deus e a arca estava com eles. É tempo de sermos abençoados pela presença de Deus na nos­sa casa, a Arca deve ser trazida para dentro de nossa casa para que toda a nossa família experimente as bênçãos de Deus. Quando a igreja foi estabelecida na terra, os apóstolos faziam reuniões nas casas, eles faziam células e a presença de Deus era cons­tante em cada lar. Receber a Célula significa receber a Arca de Deus! Ser anfitrião é um ministério. Somente aqueles que compreendem o seu papel no reino de Deus podem receber a arca. Cada anfitrião deve entender que está desempenhando um ministério diante de Deus, e não meramente cedendo a sua casa para uma reunião. Quando uma pessoa traz a Célula para a sua casa, além de estar abrindo os céus para que sua família, amigos e vizinhos sejam salvos, está também recebendo sobre a sua vida, a unção de multiplicação, a unção para governar e prosperar. A Bênção de Obede-Edom é a bênção do anfitrião. Se os anfitriões acolherem a arca com o coração alegre receberão a bênção de Obede-Edom. Jesus disse que aquele que recebe o profeta na condição de profeta receberá o galardão (prêmio) de profeta. Mas aquele que recebe o corpo de Cristo como se fosse o próprio Cristo? Qual será o seu galardão? O verdadeiro anfitrião recebe a igreja como se fosse o próprio Cristo, afinal a Arca representa Cristo, mas também representa a igreja. A célula em sua casa é uma extensão da igreja, então a Arca de Deus está nesta casa e todos neste lugar serão abençoados! A célula é lugar de cura, alegria, comunhão e amizade, aqui é meu lugar! Mesmo que você não seja um líder de célula,

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Novo nascimento – Final

João 3:1-16; II Cor 5:17 O novo nascimento, ou regeneração, é a entrada da vida de Deus dentro de nós. Essa é a primeira experiência da vida cristã, o ponto de partida do nosso crescimento em Deus. Quando isso acontece muitas coisas que antes nos atraiam já não nos fascinam mais. Nossos valores são alterados, nossos interesses são modificados, as coisas velhas ficam e tudo se torna novo na nossa vida. 1. Como ocorre o novo nascimento? Em primeiro lugar, o nosso coração foi quebrantado diante de Deus. Quando nascemos de novo o Espírito Santo nos ilumina e enxergamos o reino de Deus, a partir deste momento percebemos o nosso pecado contra Deus e os homens. Por causa desta luz, o nosso coração fica quebrantado diante de Deus. Em segundo lugar, o nosso espírito fica compungido e contrito. Por causa do arrependimento do coração o espírito recebe uma tristeza santa por causa do pecado e nasce em nós um desejo de mudança. Em terceiro lugar a vida de Deus dentro de nós, no nosso espírito, faz com que as trevas que haviam em nós e ao nosso redor, sejam dissipadas. 2. Como nos tornamos depois de nascermos de novo. Esses três pontos citados e os quatro pontos a seguir são também sinais inequívocos de que uma pessoa nasceu de novo e foi regenerada. Como somos hoje? Em primeiro lugar, sentimos que a nossa natureza terrena continua com tendência para o mal, descobrimos que não podemos confiar nela nem deixar que ela domine nossa vida. Em segundo lugar, recebemos um novo coração. Esse novo coração foi amolecido por Deus. Aquele antigo coração de pedra foi removido e agora possuímos um coração sensível, um coração de carne. (Ezequiel 36:26). Esse novo coração que recebemos deseja amar a Deus e ter comunhão com Ele; anseia as coisas espirituais e é disposto a obedecer a voz de Deus.  Em terceiro lugar, o nosso espírito está vivo para Deus. O espírito que antes estava morto foi vivificado pelo Espírito Santo. Ele agora é capaz de ter comunhão com Deus, de ouvir a sua voz e perceber as coisas espirituais. Em quarto lugar, recebemos a vida de Deus. Esta vida agora precisa crescer em nós até saturar todo o nosso ser. É esta vida o centro de tudo em nós. Ser cristão é possuir esta vida. Na medida em que crescemos em Deus, seremos mais e mais sensível a sua voz e desejaremos obedecê-la cada vez mais. 3. Sinais da nova vida. Na Palavra de Deus podemos ver que a vida que Ele planejou para nós é cheia de alegria e descanso, com comunhão plena e constante com Ele e em perfeita harmonia com Sua vontade. É uma vida vitoriosa que não se abala facilmente. Salmo 125:1 diz: "Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre”. Vamos ver as características práticas que recebemos em nosso espírito: 1. A vida cristã é uma vida que é livre do pecado, pois podemos fazer a escolha de viver nele ou não. Jesus Cristo nos libertou do pecado, agora somos livres. Em Mateus 1:21 diz: "Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles". Ser livre do pecado não significa que não venhamos eventualmente a tropeçar, nem significa que não seremos mais tentados, mas significa que somos livres para dizer não ao pecado, cada vez que o diabo ou situações neste mundo nos tentar, somos livres e com autoridade para dizer não. 2. E uma vida de íntima comunhão com Deus. Uma vez que recebemos a ressurreição espiritual, nascemos de novo, o nosso espírito recriado sente fome pelo Senhor. Assim haverá em nós um anseio intenso por uma intimidade mais profunda com Deus. Em Lucas 1:7,75 diz: Uma vez livres das mãos do inimigo, adoramos (a Deus) sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. 3. É uma vida satisfeita com o Senhor. A vontade de Deus é que tenhamos satisfação e contentamento. Se ainda sentimos insatisfação interior, precisamos avaliar se realmente bebemos da verdadeira água viva, ou se temos voltado a beber a água do mundo. Quem bebe da água viva não tem mais sede, mais quem bebe da água do mundo tem mais insatisfação ainda. Jesus Cristo disse em João 4:14: "se você beber da água que Eu lhe der, você nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der, será em você uma fonte a jorrar para a vida eterna”. 4. É uma vida cheia de influência. Existe um rio fluindo do nosso interior que toca todas as áreas de nossa vida. Esse rio, além de nos suprir, tem o poder de influenciar e tocar outras vidas. Precisamos agora deixar esse rio fluir do nosso interior para suprir aos outros. Certa vez Jesus em João 7:37-38 se levantou e exclamou: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 5. É uma vida que vence as circunstancias e o diabo. Aquele que nasceu de novo é capaz de vencer as circunstâncias e o diabo, porque o que nele habita agora é a vida do próprio Deus e esta vida prevalece sobre todas as coisas.  Romanos 8:37 diz: Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou". 6. É uma vida que pratica o bem. Aquele que nasceu de novo possui agora um anseio interior de fazer a vontade de Deus cumprindo a sua Palavra. Ele pode às vezes não conseguir, mas o anseio permanece e por fim ele acaba praticando o bem. Em Efésios 2:10 diz: "Pois somos leitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". Agora que você nasceu de novo foi batizado, você precisa tomar algumas atitudes práticas: Conte para seus amigos e parentes que você agora é um filho

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Vendo a vida pela ótica de Deus – Final

Salmos 39.4; 119.19 Estamos aqui na terra só por um tempo, não durará para sempre. A vida na terra é uma atribuição temporária. A Bíblia é cheia de metáforas que ensinam a respeito da natureza breve e transitória da vida na terra. A vida é descrita como uma neblina, um corredor rápido, um sopro e um fio de fumaça. A Bíblia diz:… nossos dias sobre a terra são tão transitórios como uma sombra. (Jó 8:9) Para usar sua vida da melhor forma possível, você não deve nun­ca esquecer duas verdades   Primeira: Em comparação com a eterni­dade, a vida é extremamente breve. Segunda: A terra é apenas uma residência temporária. Não ficaremos aqui além do tempo estabelecido por Deus, então não devemos ficar muito apegados. Precisamos que Deus nos ajude a ver a vida na terra como Ele a vê. O Rei Davi orou: Então finalmente pedi a Deus: Senhor, mostra-me o pouco tempo que me resta aqui na terra. Mostra-me como a vida é curta e eu sou frágil. (Salmos 39.4) A Bíblia compara por várias vezes a vida na terra a uma habita­ção temporária em um país estrangeiro. Aqui não é nosso lar perma­nente nem nosso destino final. Estamos apenas de passagem, apenas visitando. A Bíblia usa termos como forasteiro, peregrino, estrangei­ro, estranho, visitante e viajante para descrever nossa breve estadia na terra. O Apóstolo Pedro ex­plicou: Se vocês chamam a Deus de Pai, levem a vida como residen­tes temporários na terra. (1Pedro 1.17) Deus diz que seus filhos devem pensar a respeito da vida de modo diferente dos que não são cren­tes. Tudo o que eles pensam é sobre esta vida aqui na terra. Os verda­deiros crentes compreendem que há muito mais para viver do que os poucos ou muitos anos que passamos neste planeta. A nossa identidade está na eternidade, a nossa pátria é o céu, afinal a nossa essência é de Deus. (Fil 3.19,20) Quando captarmos essa verda­de, pararemos de nos preocupar tanto em apenas “ter de tudo” sobre a terra. Deus é bastante categórico sobre o perigo de viver pelo aqui-e-agora, adotan­do apenas valores, prioridades e estilos de vida do mundo ao redor. Quando flertamos com as tentações deste mundo, Deus chama isso de adulté­rio espiritual. A Bíblia diz: Vocês estão traindo a Deus. Se tudo o que vocês que­rem é viver do seu próprio jeito, fler­tando com o mundo sempre que possível, vocês vão acabar tornando-se inimigos de Deus e do jeito dele. (Tiago 4.4) A Bíblia diz: Somos embaixadores de Cristo. Lamentavelmente, muitas pessoas pensam de que, por viverem na terra, aqui é o seu lar. Aqui não é o nosso lar permanente, é provisório. A Bíblia é clara: Amigos, este mundo não é o seu lar, então não fiquem à vontade. Não satisfaçam o ego em prejuízo da alma. (2Coríntios 5.20; 1Pedro 2.11 Deus não quer que fiquemos apegados ao que está a nossa volta, porque é uma situação temporária. Já fomos avi­sados de que os que têm um contato frequente com as coisas deste mundo devem usá-las corretamente sem criar muito apego; pois este mun­do e tudo o que está nele passarão. (1Cor. 7.31) Em comparação com outros séculos, a vida nunca foi tão fácil para grande parte do mundo ocidental. Somos frequentemente entretidos, divertidos e servidos. Com todas as fascinantes atrações, mídia cativante e agradáveis experiências disponíveis hoje em dia, é fácil esquecer que a vida não consiste em apenas perseguir a felicidade, a vida é muito mais que isso. É somente ao lembrarmos que a vida é um teste, uma incumbência de confiança e uma atribuição temporária que o encanto dessas coisas perderão o domínio sobre nossa vida. Estamos nos preparando para algo ainda melhor. As coisas que vemos agora estão aqui hoje e amanhã se foram. Mas as coisas que não podemos ver agora vão durar para sempre. (2Coríntios 4.18b) O fato de a terra não ser nosso lar definitivo explica por que, como seguidores de Jesus, experimentamos dificuldades, aflições e rejei­ções neste mundo. Isso também explica por que algumas promes­sas de Deus parecem não ter sido cumpridas, algumas orações parecem não respondidas e algumas situações parecem injustas. Lembre-se, Esse não é o final da história. (João 16.33; 16.20; 15.18,19) Para impedir que fiquemos muito apegados à terra, Deus nos permite sentir uma substancial quantidade de descontentamentos e desgostos na vida, anseios reais nesta terra jamais serão satisfeitos. Não somos completamente felizes, pois o munda está fora da sintonia daquele que nos criou, existimos para coisas muito maiores! A terra não é nosso lar definitivo; fomos criados para algo muito melhor. Um peixe nunca seria feliz vivendo em terra, porque foi feito para viver na água. Uma águia jamais poderia ficar contente se não lhe fosse permitido voar. Você nunca se sentirá plenamente sa­tisfeito na terra, porque foi feito para algo mais. Você terá momen­tos felizes por aqui, você crescerá, prosperará, etc., mas nada comparado ao que Deus tem pla­nejado para você. Perceber que a vida na terra é apenas uma atribuição temporária altera completamente os nossos valores. Valores eternos, e não tem­porários, se tornam fatores determinantes em nossas decisões. Tudo o que não é eterno é eternamente inú­til. A Bíblia diz: Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2 Cor 4.18) É um erro fatal presumir que a meta de Deus para nossa vida é apenas a prosperidade material ou o sucesso popular, como determina o mun­do. A vida em abundância não é apenas materi­al ou emocional. Jamais devemos concentrar nossos esfor­ços em apenas coroas temporárias, elas são secundárias, devemos colocar em primeiro lugar na nossa vida o reino de Deus e a Sua justiça, as demais coisas nos serão acrescentadas por Deus. (Mateus 6:33; 1Pedro 2.11) Não terão passado dois segundos de sua entrada no céu sem que você clame: “Por que eu fui dar tanta importância a coisas tão tem­porárias?

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Vendo a vida p ótica de Deus – Parte II

Salmos 24:1; Tiago 4.14 Que é a nossa vida? Nós não vemos as coisas como de fato são, na realidade vemos a vida como nós somos. O modo de enxergarmos nossa vida molda nossa forma de viver. O modo de definirmos a vida determina o nosso destino. Nossa pers­pectiva acerca da vida irá influenciar o modo de como investimos nosso tempo, gastamos nosso dinheiro, usamos nossos talentos e de como valorizamos nossos relacionamentos. A Bíblia oferece três metáforas que nos ensinam a visão que Deus tem da vida: A vida é um teste, a vida é uma incumbência de confi­ança e a vida é uma atribuição temporária. Essas ideias são os fundamentos bíblicos da vida que é dirigida por propósitos. 1.A vida na terra é um teste. Essa verdade acerca da vida é vista em histó­rias ao longo de toda a Palavra de Deus. Ele continuamente testa as pessoas quanto ao caráter, fé, obediência, amor, honestidade e lealdade. Palavras como “provações”, “tentações”, “refinar” e “testar” ocorrem mais de duzentas vezes na Bíblia. 2.A vida na terra é uma incumbência de confiança. Essa é a segunda revelação bíblica da vida. Nosso tempo sobre a terra, nossa energia, inteligência, oportunidades, relacionamentos e recursos são dádivas que Deus nos confiou para cuidarmos e administramos. Somos mordomos de tudo quanto Deus nos dá. Esse conceito de mordo­mia começa com o reconhecimento de que Deus é o dono de tudo e de todos na terra. A Bíblia diz: Ao Senhor Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nela vivem são dele. (Sl. 24:1) Na realidade tudo que conquistamos e possuímos é nos dado durante nosso breve período na terra. Por mais que vivamos, mesmo que cheguemos aos 120 anos com saúde e energia, seria muito pouco diante da eternidade no céu com Deus e pouco tempo pra desfrutarmos de tudo que Ele tem para nós nesta terra, porém, tudo que conquistamos aqui, será nosso por um tempo. As coisas que vão permanecer após esta vida serão nossas obras mediante a fé em Jesus Cristo nosso Senhor. Deus apenas nos empresta a terra enquanto estamos aqui. Ela já era propriedade de Deus antes que chegássemos, e Deus irá emprestá-la a outra pessoa depois que morrermos. Tudo que podemos fazer é desfrutá-la com sabedoria e por algum tempo, pois nossa vida aqui definirá nossa eternidade. Quando Deus criou Adão e Eva, confiou a eles os cuidados de sua criação e os nomeou administradores de sua propriedade. A Bíblia diz: …e os abençoou, dizendo: Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão. (Gênesis 1:28). O primeiro serviço que Deus deu aos humanos foi administrar e cuidar das “coisas” dele sobre a terra. Dessa função o homem jamais foi exonerado. E é parte de nosso propósito atualmente. Tudo de que nós desfrutamos deve ser tratado como uma incumbência de confiança que Deus nos pôs nas mãos. A Bíblia diz: Vocês têm algu­ma coisa que não tenha sido dada por Deus? E se tudo o que vocês têm vem de Deus, por que vocês se vangloriam como se tivessem realizado alguma coisa por si próprios? (I Cor. 4:7). Nossa tendência humana e cultural dizem: “Se você não é o dono, não terá cuidado”. Mas nós cristãos vivemos por um padrão mais elevado: “Visto que Deus é o dono, devemos cuidar da melhor forma possível”. A Bíblia diz: Os que recebem em confiança algo de valor devem demonstrar que são dignos de tal confiança. (1Coríntios 4.2) Jesus frequentemente se referia à vida como uma incumbência de confiança, e contou muitas históri­as para ilustrar essa responsabilidade perante Deus. Na parábola dos talentos, um homem de negócios confiou sua riqueza ao cuida­do dos servos enquanto estava fora. Quando retornou, avaliou a responsabilidade de cada servo e recompensou a cada um conforme a resposta pela confiança depositada. O dono diz: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu Senhor! (Mateus 25.14-19,21). Vemos neste texto de Mateus 25, que ao fim de nossa vida sobre a terra, seremos avaliados e recompen­sados conforme nosso desempenho ao lidar com o que Deus nos con­fiou. Isso significa que tudo que fazemos, mesmo uma simples tarefa diária, tem implicações eternas. Se você trata tudo como incumbência de confiança, Deus promete três recom­pensas na eternidade. Primeiro: você receberá o reconhecimento de Deus. Ele dirá: “Muito bem! Você será recompensado pelo bom trabalho!”. Segundo: Receberemos uma promoção e uma responsabilidade maior na eternidade: “Eu o porei a cargo de muitas coisas”. Terceiro: Então seremos honrados em uma comemoração: “Ve­nha e participe da alegria de seu Senhor”. A maioria das pessoas não consegue perceber que o dinheiro é tanto um teste quanto uma incumbência de confiança dada por Deus. Deus usa a área financeira para nos ensinar a confiar nele. E, para muitas pessoas, o dinheiro é o maior de todos os testes. Deus observa a forma em que usamos o dinheiro para testar quão confiáveis e fieis somos. A Bíblia diz: Se vocês forem indignos de confiança em relação às riquezas deste mundo, quem lhes confiará as verda­deiras riquezas celestiais? (Lc.16.11) Essa é uma verdade muito importante. Deus diz que há um rela­cionamento direto entre a forma de eu utilizar meu dinheiro e a qualidade de minha vida espiritual. O modo de eu administrar meu dinheiro (riquezas deste mundo) determina quanto Deus pode con­fiar em mim com as bênçãos espirituais (verdadeiras riquezas). Deixe-me perguntar: “A forma de você administrar o seu dinheiro está impedindo Deus de fazer mais em sua vida? Deus poderá confiar riquezas nas suas mãos sem que você se desvie? Você pode ser incumbido de riquezas espirituais?”.   Se não conseguimos ser fiéis no pouco, será que o seremos no muito?

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