A promessa é sempre maior que o deserto
(Mateus 4:1,11) Continuando a consolidação que começamos na Penha para todos os discípulos para um tempo novo, e, de uma conquista sem igual, avançaremos sabendo que em breve estaremos em um novo local e lá, entraremos em outro nível. Na semana passada foi ministrado aos doze do pastor este mesmo texto focando o propósito da tentação, hoje porem, abordaremos outro aspecto focando o propósito do deserto na nossa vida. Todos passam por um deserto. Nem Jesus escapou disso. Se aprendermos a administrar nossa vida enquanto estivermos no deserto, seremos conquistadores. Caso contrário, nenhuma outra situação mais nos ensinará. Se você passar pelo deserto e não souber tirar lições dele, em nenhum outro lugar aprenderá a ver a dimensão do Reino de Deus e como este influenciará todos os aspectos da sua vida para uma prosperidade sobrenatural. O deserto é o lugar onde: Não se compra; Não se vende; Não se desperdiça; Não se economiza; Não se guarda para amanhã; Há provisão diária. No deserto, quanto mais se depende de Deus e confia nEle, mais preparada a pessoa estará. Quanto mais você se aproximar de Deus, mais pecador se sentirá e será mais desafiado a ser santo. Quando nos aproximamos muito de Deus, percebemos o quanto somos carnais e o quanto temos necessidade de fazer uma aliança com Ele. O Espírito Santo permite que cheguemos até o deserto, para aprendermos a depender apenas de Deus e termos uma intimidade profunda com Ele. Você vai ao deserto para: Renovar a autoridade; Treinar a administração de santidade; Transformar-se em um líder manso e autêntico. O resultado disso é: Vitória sobre Satanás e seus demônios; Restauração da comunhão com o Pai; Descoberta dos benefícios de ser servido pelos anjos como resultado da fidelidade e perseverança; Restauração do ministério; Autoridade para entrar na terra; Conquista de territórios novos. No deserto, aguçamos a sensibilidade. Ficamos mais sensíveis, perceptíveis e aprendemos a recobrar valores. Uma das coisas que passamos a entender sobre valores quando saímos do deserto e entramos na terra prometida é que saímos da escassez e entramos na prosperidade. Há um novo suprimento, teremos o fruto da terra e seremos treinados em no mínimo três coisas: Gratidão Muitas pessoas já entraram e saíram de inúmeros desertos, não são mais as mesmas, mas ainda precisam aprender a agradecer a Deus. Devemos manter no nosso coração a gratidão. Comunhão. Após enfrentar o deserto, compartilhamos das experiências que passamos com outras pessoas e elas são edificadas. Isso gera comunhão e fortalecimento, pois os que vencem deserto têm autoridade para ministrar sobre outros a sua experiência. Consciência da dependência das pessoas. No deserto, recebemos a consciência da dependência que temos das pessoas. Passamos a saber o real valor de um amigo e também o valor daqueles com quem convivemos. Isso ocorre porque deserto forma caráter e adestra temperamento. Quem pode ensinar-nos muito sobre deserto é a vida de Moisés e Josué. Eles experimentaram como ninguém essa transformação de mudança de caráter e de temperamento. Moisés Você, com certeza, ouviu falar muito no líder justo, enérgico e temente a Deus chamado Moisés. A Bíblia diz que ele foi o homem mais manso de toda a terra. Mas, você também, já ouviu falar no Moisés assassino, brigão e fugitivo. Diante de tantas qualidades que Moisés teve, fica até desconfortável imaginá-lo como um assassino. Vejamos: "E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, um do seu povo. E olhou a um e a outro lado, e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia… Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó…” (Êxodo 2:11,12,15) Foram necessários 40 anos numa terra estranha, Midiã, para que o líder Moisés estivesse preparado para ficar à frente de uma multidão. E mais um pouco de tempo no deserto passou esse homem enfrentando a multidão, que não era nem um pouco amistosa. Moisés recebeu críticas severas ‘na cara’ até dos irmãos Arão e Miriã, que não tinham mais do que reclamar, e resolveram implicar com a cunhada. Ou seja, como se não bastasse todo o problema do povo, que murmurou por causa da comida e sofreu com uma praga ele também teve que aturar os de sua casa falando mal da mãe de seus filhos. (Números 11:4-6 e 11:33 – obs.: não precisa ler) Eram problemas no trabalho e em casa, e tudo isso literalmente no deserto! E a Bíblia aproveitou exatamente esse momento de briga de família para registrar a transformação ocorrida no temperamento de Moisés. Vejamos: “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita. E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu. E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.” (Números 12:1-3). (Obs.: cusita: negra) E você, como reage quando é criticado no trabalho por todo mundo, chega a sua casa e alguém da sua família ainda o confronta por causa dos seus erros? E se for o discipulador que o ‘aperta’ por causa de um problema no seu caráter que precisa de ajuste? Qual a sua reação? A Bíblia diz que mesmo recebendo as críticas, Moisés era manso. Desta forma conseguiremos nos relacionar com todos os tipos de pessoas, seremos mais ensináveis, mais simples e acessíveis. (As pedras ficam lisas porque se relacionam no ribeiro). Continua… Compartilhar: Comente com suas palavras: 1) O deserto é filtro de caráter, nos aperfeiçoa e nos deixa mais humildes e dependentes! – 2) Precisamos aprender a ler as circunstâncias para encurtar o deserto e destravar as promessas de Deus para nossa vida! – 3) precisamos ser como as pedras lisas no fundo do ribeiro. Deus abençoe a todos Pastor Eliezer
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