20 de abril de 2011

As Bençãos da Páscoa – Parte 2

  Mateus 26:17-20; I Coríntios 5:7, 8   Como vimos na ministração passada, a Páscoa é o ato salvífico de Cristo morrendo na Cruz para nos resgatar, proclamar nossa vitória e profetizar nossa entrada no céu. Ao celebrarmos a Páscoa, celebramos a garantia da vida eterna. Deus ordenou aos Israelitas dizendo que a Páscoa era uma ordenança para ser cumprida para sempre. ‘Para sempre’ quer dizer ‘Para sempre’.   Vejamos a Mudança histórica que introduziu festas pagas na igreja   O Imperador romano Constantino, em 325 (d.C), era um antijudeu e anticristão, Ele entrou no meio cristão e usando a sua autoridade intitulou-se como líder da igreja cristã e usado pelo maligno introduziu preceitos de Roma dentro da igreja trocando as verdades de Deus estabelecidas, mexendo nas estações, épocas, datas e celebrações que foram determinadas como estatutos pelo Eterno.   Ele proibiu os Mestres, Pastores e Líderes que ensinassem os reais preceitos bíblicos e profundas verdades contidas nas raízes do povo de Deus formado a partir de Abraão. Constantino mascarou mentiras com cara de verdade e forçou os cristãos e judeus a seguirem seu modelo. Muitos judeus e cristãos foram perseguidos e mortos por não acatarem as leis imperiais que iam de encontro às verdades divinas.   Constantino queria ser o “deus do mundo”, e ensinou o povo a tomar votos de pobreza, porque somente dele deveriam depender para seus sustentos e manutenção. Proibiu o assunto de prosperidade na Igreja para que as pessoas não entrassem nas benesses de Deus e perecessem pela falta de conhecimento bíblico sobre finanças sob a perspectiva de Deus. Ele destruiu muito do ensino bíblico de fundamentação judaica e seus seguidores. Além disso, odiava as festas bíblicas e as eliminou sutilmente do calendário, substituindo por outras observando apenas aquilo que lhe interessava.   Visando eliminar as festas bíblicas, ele mesmo institui novas festas no calendário cristão cristianizando várias celebrações pagãs com o intuito de desviar a atenção do povo de Deus e humanidade para o que era puro e sagrado, livre de contaminações. Ele tentou tirar Jesus Cristo do centro, mas não vai conseguir na sua vida, pois você hoje é cristão e ainda celebrou a Páscoa no domingo lembrando-se de Cristo, e celebrará as outras durante o ano, se não celebrou, vai celebrar, pois Deus tem promessas de crescimento e prosperidade pra você. Amem?   As Bênçãos específicas referentes à Páscoa: Observe os detalhes abençoadores que esta época singular significa e de que forma estabelece a bênção sobre nós. Um anjo de Deus é enviado a favor do seu povo. Você faz parte do povo de Deus? Então tem anjos do Deus eterno cuidando de você! Nesta estação, há sempre guerra no mundo espiritual para desistirmos, perdermos as conquistas e não termos êxito e nem libertações de prisões em nossa alma, emoções ou vida financeira. Todavia, Deus disponibiliza anjos à nossa disposição para trabalhar em nosso favor para que seja garantida os livramentos bem como a entrega das bênçãos. Como vimos em Êxodo 12, lá no Egito o anjo da morte não tocou no povo de Deus. Havia proteção do Senhor Deus para eles, por causa do sangue. Esta época traz sempre consigo sinais de livramento através de anjos que operam a favor daqueles que são de Deus para abençoá-los.   1.     Na Páscoa, Jesus foi visitado e consolado por um anjo no momento de aflição.  Jesus disse em sua oração: “… Pai se queres , aparte de mim este cálice, contudo não se faca a minha vontade, e sim a tua. Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E estando em agonia, orava mais intensamente.” (Lucas 22:44 / Mateus 26: 30)   2.     A soltura de Pedro da prisão – Durante a primeira perseguição da Igreja, Pedro foi preso durante a Páscoa e Deus enviou a ele o Seu anjo. Pedro havia instruído a Igreja o que fazer, ele ia morrer, mas Deus lhe deu o livramento adequado.    Em Atos 12:2-11 diz: “Vendo ser isto agradável aos judeus prosseguiu prendendo também a Pedro. E eram os dias dos Paes asmos (Páscoa). Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias… Eis que porem sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão… Então saindo o seguia e não sabia que era real o que fazia por meio do anjo… E logo adiante o anjo se apartou dele…”   3.     O Apóstolo Paulo indo para Roma – Durante uma tempestade em alto mar com risco de morte, Paulo declara em Atos 27:22-24que um anjo o visitou naquela noite, ele disse: “…nesta noite um anjo de Deus a quem eu sirvo esteve comigo dizendo: Paulo, não temas, nenhum mal vai acontecer”. Pra você que está aqui hoje na célula eu te pergunto;que livramento você está precisando para hoje? Há um anjo de Deus que se moverá a seu favor por estes dias. Os anjos de Deus trabalham em favor daqueles que vão herdar a glória! (Hb 1:13,14).   4.     Deus faz os seus inimigos serem inimigos dEle. Os egípcios eram inimigos de Deus e sofreram grande punição da parte de Deus nas 10 pragas, lá os deuses que eram demônios disfarçados receberam o juízo de Deus. (Sabemos que as pessoas não são nossos inimigos, e sim os demônios e os problemas, etc., mas hoje Deus vai intervir nos seus inimigos que são os conflitos familiares, as drogas, divórcios, crises financeiras, doenças…). Os nossos inimigos se tornam inimigos de Deus e quem poderá resistir à mão dEle? Ele nos trará livramentos! Nesta Páscoa e sempre, celebremos em fé nossa conquista sobre os inimigos de nossa vida espiritual, de nossa alma, do nosso físico, da nossa família, ministério e finanças. Há uma bênção de Deus para isto e ela nos pertence para esta estação. Creia nisto, em nome do Senhor Jesus. Na semana que vem veremos mais sobre as bênçãos da Páscoa, pois estas são muitas e alcança todas as áreas da nossa vida. A páscoa aponta

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Batalha Espiritual – parte 1

    Uma introdução ao assunto Temos vivido os fins dos dias. Satanás, nosso inimigo, sabe que o seu tempo e hora de ser destruído está chegando. No entanto, a batalha está cada vez maior e o nosso inimigo tentará ludibriar o povo de Deus tanto quanto puder. Mais do que nunca estamos no meio de uma grande batalha espiritual. Quando temos consciência de quem somos em Cristo e como nos posicionamos no reino do espírito, obtemos vitórias. Mas, quando ignoramos quem somos e o que podemos em Cristo, Satanás aproveita-se de nós e traz opressão. Quando não detemos as forças de Satanás através das intercessões e batalha espiritual, estamos fadados a grandes fracassos. Muitas pessoas entram em verdadeiras crises, dificuldades familiares, financeiras e emocionais, porque não percebem que Satanás está a todo momento esperando apenas uma brecha para poder entrar. Ignorar nosso inimigo é a arma mais letal que Satanás usa para nos confundir. Se ele fizer com que nós o ignoremos, não lutaremos contra ele, e, consequentemente, não o deteremos. Achar que Deus vai resolver tudo sem que tenhamos uma postura de oração e guerra é uma atitude imatura e infantil. Deus nos deu armas para usarmos contra o nosso inimigo e destruí-lo. Quando Deus apresentou Canaã ao povo de Israel disse: "esta é a terra, conquistai-a. Ela possui gigantes, mas vocês podem vencê-los". Hoje não é diferente; temos uma terra a conquistar. No entanto, temos também gigantes que deverão ser vencidos através da oração e da batalha espiritual. Nestes dias entenderemos quem somos em Cristo, o que já foi conquistado para nós e o que podemos estabelecer aqui na terra tendo vitórias nas lutas espirituais. "Quanto ao mais, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder". Deus é estrategista Se você crê que o inimigo é perito em colocar ciladas, deve crer que nosso Deus é estrategista em dar livramentos, graça e vitórias para Seus filhos. A nossa luta não é contra as pessoas que conhecemos, não é humana; é espiritual. Por trás de cada situação no reino físico há uma regência espiritual. Colossenses 1:13-17 diz:   "… o Pai nos tirou do império das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas." Jesus tem o governo sobre tudo, tanto no mundo espiritual como no mundo físico. Você confia no governo de Jesus? O Reino espiritual tem uma liderança: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Essa é a organização maior. Então, segue-se uma hierarquia: querubins, serafins, anjos e arcanjos. Os anjos estão nos segurando para que o nosso pé nem sequer tropece (Sl. 91:11-12). Isto significa que temos todos os livramentos do Senhor, porque há anjos específicos só para nos livrar de cair. Esses mesmos anjos fazem acampamentos ao nosso redor. Já imaginou quantos anjos ficam acampados quando a igreja se reúne num local? Tudo isto porque Satanás liberou um demônio para lhe tentar, mas o Senhor liberou organizações de anjos para cuidar de você e dar ordem a seu respeito para que seu pé não tropece em alguma pedra. O complô do livramento está montado. O texto de Colossenses mostra que Jesus é o Senhor e tem o governo de tudo. Porém, para que Jesus tenha prioridade na sua vida e total liberdade de agir, Ele precisa ser mais do que Salvador; Ele precisa ser, de fato, o seu Senhor. Jesus é o Guia chamado de grande Estrela da Manhã Isso significa que nenhum de nós precisa andar em trevas, porque a Luz do Mundo já mora dentro de nós e ela nos guia pela vereda do justo. O justo tem lâmpada até nos pés (Sl. 119:105). Nossos pés estão acesos para andarmos na luz e não palmilhar nas trevas. Em Apocalipse 1:15 vemos que até os pés de Jesus brilham como luz. E aí vemos como são formosos os pés daqueles que anunciam coisas boas (Is. 52:7), porque os pés estão sendo conduzidos na luz. "Calçados os vossos pés na preparação do Evangelho da paz" (Ef. 6:15). Por onde você andar, tem de se manifestar a luz do Senhor, pois os seus pés estão levando o Evangelho da paz. Somos um templo inviolável Lembre-se que o próprio Deus habita em você, por isso você pode se manter firme. "Não sabeis vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós" (I Co. 3:16-17). Quando andamos na Terra, somos o "templo ambulante" de Deus e, onde nós chegamos, a bênção, o poder e a vida se manifestam, pois Jesus é entronizado por intermédio das nossas vidas. Ao nosso redor estão os anjos do Senhor; ao derredor, estão os demônios. Porém, existe uma verdade maravilhosa: dentro de nós habita o Espírito Santo. Para os demônios nos atingirem têm que passar pela guarda que o Senhor montou e vão ter que enfrentar o Espírito Santo. Então, percebemos que só somos flechados ou caímos se abrimos as brechas. É por isso que precisamos vigiar, pois da parte de Deus toda estrutura de livramento já está montada. Existem três organizações que o inimigo quer copiar  Deus Pai, criador de todo o Universo; Jesus Cristo, o Seu Filho, que veio revelar no reino físico a natureza do Deus invisível; O Espírito Santo, que é a Testemunha da Verdade. Lendo os capítulos 14 e 15 de João, vemos que o Espírito Santo está na Terra para nos fazer lembrar de toda a doutrina de Jesus e nos guiar, encaminhar e

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Sobre Célula Na visão celular

  Colossenses 4:15; Atos 2:42-47   Na mente de todo homem, o lar é o ponto de convergência. O lugar de aceitação e de expressão incondicionais. É um lugar de acolhimento e aconchego. A igreja dentre tantas ilustrações bíblicas, é um lar que deve ter todas essas expressões de vida e amor. E é exatamente essa a visão de Célula familiar, um lugar de acolhimento em amor. O fato é que não podemos expressar a Cristo como corpo a não ser através da vida em comunidade e a célula é eficaz neste propósito.   1) O que é uma Célula?   A Célula é simplesmente uma miniatura da Igreja se reunindo nas casas. Não existe algo tal como um ministério de grupos, os grupos são o lugar dos ministérios fluírem.             Não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que o ensino seja enfatizado nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de cura e restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A Célula é um pouco de cada grupo que mencionamos anteriormente, é um lugar de oração, estudo da Palavra, discipulado, cura interior, apoio e evangelismo.   A Célula pode ser comparado a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar o corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.   Consideramos Célula um grupo que tenha as seguintes características:   a) A Célula busca ser uma comunidade   A principal característica de uma Célula é ser uma comunidade. Esse sentido de comunidade não deve ser degenerado, pois, sem isso termos reuniões impessoais e frias, onde o povo vem ouvir alguém com quem não tem comunhão e acaba sendo apenas mais um “freqüentador”. Não queremos grupos grandes, em número, descompromissados com o corpo de Cristo e com a igreja local.   A comunidade básica e fundamental é a família. O grupo precisa ser família. Para ser família, os membros precisam querer. Precisam ter disposição para renunciar ao orgulho, à proteção da reputação, ao medo de outros irmãos entrarem na sua vida. É preciso que cheguemos na célula sem cobranças do tipo: o líder dessa Célula deveria fazer isso ou assado… O louvor deveria ser assim e assado… Os casais da Célula não têm a experiência que tenho… Esse tipo de motivação entristece o Espírito Santo e revela quão carnais e infantis ainda somos.             Precisamos ir não pensando em nós mesmos, mas nós somos irmãos: o que posso fazer para que a Célula cresça? O que posso sugerir? Que tal um jantar em minha casa? O que posso fazer por meus irmãos?   Para sermos comunidade precisamos entender que a Célula é muito mais do que a reunião de Quinta-feira. Quando a nossa percepção do grupo é limitada à reunião então não estamos envolvidos em comunidade. A vida em comunidade existe para fora dos cultos e das reuniões.   O relacionamento é mais importante do que a reunião. É no relacionamento que crescemos como servos, que aprendemos a viver a vida cristã, que somos supridos e também suprimos os outros em amor e assim aprendemos interagir uns com os outros.   b) A Célula visa a edificação dos crentes.   Uma Célula não pode ser um lugar onde a cada semana comparece um grupo diferente de pessoas. Naturalmente o visitante será bem-vindo, mas a reunião não terá como objetivo o evangelismo e discipulado se as pessoas não se integram. É importante frisarmos esse ponto para não haver mal entendido, o objetivo da célula como todo é o evangelismo para ganhar, consolidar, discipular e neste processo gerar líderes para serem enviados multiplicando esta célula em muitas outras. O objetivo em tudo isso no final é a formação das equipes de doze e a edificação do crente. É interessante ver como um ambiente de vida e unção pode mudar uma pessoa. Temos visto centenas de pessoas que se converteram por causa da unção e do relacionamento gerado na célula. Apenas a mensagem específica de evangelismo não é suficiente para levar uma pessoas a se firmar e prosseguir na fé, a ordem de Cristo foi, ganhar e discipular..   c) A Célula almeja a multiplicação.            Apesar da reunião não ser apenas evangelística todo o projeto final de edificação do grupo visa a multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião da célula, neste caso, além de ganhar, funciona como um lugar de treinamento e motivação para enfrentar a guerra lá fora.   d) A Célula tem um lugar de reunião definido.   Conheço igrejas que tem aplicado o projeto de Células, onde a reunião do grupo é feita a cada semana na casa de um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança. Não podemos produzir um ambiente familiar, se nos reunimos a cada semana em um lugar diferente.   e) a Célula se reúne regularmente.   Todos sabemos que a chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular de preferência semanalmente. O objetivo dessa regularidade é a comunhão. Nenhum relacionamento sólido e gratificante podem ser construídos sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação. Naturalmente precisamos desses ingredientes para sermos família.   OS CINCO OBJETIVOS DA CÉLULA   1.      Comunhão: Desenvolvimento de vida partilhada, alvos comuns e aliança mútua entre todos os membros.   2.      Edificação: A célula oferece o ambiente para o crescimento espiritual, aprendizado

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Sobre Célula Na visão celular

Colossenses 4:15; Atos 2:42-47   Na mente de todo homem, o lar é o ponto de convergência. O lugar de aceitação e de expressão incondicionais. É um lugar de acolhimento e aconchego. A igreja dentre tantas ilustrações bíblicas, é um lar que deve ter todas essas expressões de vida e amor. E é exatamente essa a visão de Célula familiar, um lugar de acolhimento em amor. O fato é que não podemos expressar a Cristo como corpo a não ser através da vida em comunidade e a célula é eficaz neste propósito.   1) O que é uma Célula?   A Célula é simplesmente uma miniatura da Igreja se reunindo nas casas. Não existe algo tal como um ministério de grupos, os grupos são o lugar dos ministérios fluírem.             Não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que o ensino seja enfatizado nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de cura e restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A Célula é um pouco de cada grupo que mencionamos anteriormente, é um lugar de oração, estudo da Palavra, discipulado, cura interior, apoio e evangelismo.   A Célula pode ser comparado a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar o corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.   Consideramos Célula um grupo que tenha as seguintes características:   a) A Célula busca ser uma comunidade   A principal característica de uma Célula é ser uma comunidade. Esse sentido de comunidade não deve ser degenerado, pois, sem isso termos reuniões impessoais e frias, onde o povo vem ouvir alguém com quem não tem comunhão e acaba sendo apenas mais um “freqüentador”. Não queremos grupos grandes, em número, descompromissados com o corpo de Cristo e com a igreja local.   A comunidade básica e fundamental é a família. O grupo precisa ser família. Para ser família, os membros precisam querer. Precisam ter disposição para renunciar ao orgulho, à proteção da reputação, ao medo de outros irmãos entrarem na sua vida. É preciso que cheguemos na célula sem cobranças do tipo: o líder dessa Célula deveria fazer isso ou assado… O louvor deveria ser assim e assado… Os casais da Célula não têm a experiência que tenho… Esse tipo de motivação entristece o Espírito Santo e revela quão carnais e infantis ainda somos.             Precisamos ir não pensando em nós mesmos, mas nós somos irmãos: o que posso fazer para que a Célula cresça? O que posso sugerir? Que tal um jantar em minha casa? O que posso fazer por meus irmãos?   Para sermos comunidade precisamos entender que a Célula é muito mais do que a reunião de Quinta-feira. Quando a nossa percepção do grupo é limitada à reunião então não estamos envolvidos em comunidade. A vida em comunidade existe para fora dos cultos e das reuniões.   O relacionamento é mais importante do que a reunião. É no relacionamento que crescemos como servos, que aprendemos a viver a vida cristã, que somos supridos e também suprimos os outros em amor e assim aprendemos interagir uns com os outros.   b) A Célula visa a edificação dos crentes.   Uma Célula não pode ser um lugar onde a cada semana comparece um grupo diferente de pessoas. Naturalmente o visitante será bem-vindo, mas a reunião não terá como objetivo o evangelismo e discipulado se as pessoas não se integram. É importante frisarmos esse ponto para não haver mal entendido, o objetivo da célula como todo é o evangelismo para ganhar, consolidar, discipular e neste processo gerar líderes para serem enviados multiplicando esta célula em muitas outras. O objetivo em tudo isso no final é a formação das equipes de doze e a edificação do crente. É interessante ver como um ambiente de vida e unção pode mudar uma pessoa. Temos visto centenas de pessoas que se converteram por causa da unção e do relacionamento gerado na célula. Apenas a mensagem específica de evangelismo não é suficiente para levar uma pessoas a se firmar e prosseguir na fé, a ordem de Cristo foi, ganhar e discipular..   c) A Célula almeja a multiplicação.            Apesar da reunião não ser apenas evangelística todo o projeto final de edificação do grupo visa a multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião da célula, neste caso, além de ganhar, funciona como um lugar de treinamento e motivação para enfrentar a guerra lá fora.   d) A Célula tem um lugar de reunião definido.   Conheço igrejas que tem aplicado o projeto de Células, onde a reunião do grupo é feita a cada semana na casa de um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança. Não podemos produzir um ambiente familiar, se nos reunimos a cada semana em um lugar diferente.   e) a Célula se reúne regularmente.   Todos sabemos que a chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular de preferência semanalmente. O objetivo dessa regularidade é a comunhão. Nenhum relacionamento sólido e gratificante podem ser construídos sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação. Naturalmente precisamos desses ingredientes para sermos família.   OS CINCO OBJETIVOS DA CÉLULA   1.      Comunhão: Desenvolvimento de vida partilhada, alvos comuns e aliança mútua entre todos os membros.   2.      Edificação: A célula oferece o ambiente para o crescimento espiritual, aprendizado prático

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