15 de maio de 2017

Quem de fato deseja as multidões?

Mateus. 4: 18 a 25 Jesus veio ao mundo com o propósito de salvar multidões, seu coração ardia por isto e seus primeiros passos logo após o seu batismo, foram nesta direção. O Senhor vislumbrando as multidões, caminhou em direção a seus primeiros discípulos. É isto que nos mostra o texto de Mt. 4: 18 a 25, Jesus indo em busca dos seus doze. Note que os quatro primeiros chamados eram dois pares de irmãos, de duas famílias diferentes, dois eram pescadores, André e Pedro, e dois sócios de seu pai numa empresa de pesca, Tiago e João. O texto enfatiza que todos ao serem chamados, deixaram imediatamente a família e o trabalho para seguirem a Jesus. A vida de Jesus era envolvida por uma atmosfera de amor e poder sobrenatural, que gerou neles esta atitude de renúncia imediata ao convívio da família e ao trabalho, mas também imagino o quanto Jesus orou por isto antes, pra que este milagre acontecesse. O mais incrível é que Jesus não lhes prometeu sucesso, fama ou fortuna, Ele prometeu algo espiritual: Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens, e eles renunciaram a tudo que lhes era precioso, por Jesus e por esta missão. Creio que o amor contagiante do Senhor, associado ao anseio espiritual oculto no coração dos que são escolhidos, impeliu aqueles homens a iniciarem sua caminhada em direção a seu destino eterno: serem filhos, discípulos, apóstolos e juízes assentados em doze tronos perante a face do Cordeiro. Jesus continua andando em busca de seus doze, agora não mais no Mar da Galileia, mas nos lares, escolas, empresas, e até nas igrejas, onde estão pessoas comuns como eu e você, mas quem está realmente disposto a deixar tudo para seguir Jesus? Quem de fato quer trocar uma vida comum, pelo chamado incomum de ser doze, de ter doze, e de gerar uma multidão para Cristo??? Talvez diante desta pergunta todos possam responder, eu! Eis me aqui! Tô dentro Senhor! Uhuhu! A maioria porém, sem saber o preço que isto custará, para que realmente aconteça. No ambiente da Visão muitos passam a amar o título de líderes de multidão, mas título é um elemento exterior, quando seguir a Cristo e gerar multidões, depende de uma essência que é interior. Esta essência é a paixão que Deus tem por vidas ardendo dentro de nós, a qual torna-se maior que os valores terrenos, aos quais precisamos renunciar para que nosso chamado se cumpra com largueza, conforme Deus deseja. Deus não ama alguns, Ele ama a todos, Ele não quer salvar uns poucos, quer salvar o maior número possível, e quanto mais este sentimento existir em nós, tanto mais cheios de Deus nós estaremos. O vs. 21 diz que os irmãos Tiago e João ao serem chamados, deixaram o barco e a seu pai para seguirem a Jesus. O que de mais precioso este texto nos ensina? Que sem renúncia não há crescimento do Reino, sem renúncia não há como gerar ou liderar uma multidão. A maior dificuldade da igreja hoje é encontrar em seu seio, pessoas dispostas a renunciar à seus hábitos e direitos comuns, para que outros possam ser salvos e cuidados até serem transformados. O egoísmo ainda sobrepuja a doação. Renunciar não quer dizer abandonar ou perder, mas sim deixar em segundo plano em relação a Deus. Jesus mesmo disse em Lc. 14: 26: Se alguém vier a mim e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Aborrecer não quer dizer maltratar, mas sim amar menos que a Jesus. Há pessoas que não se dedicam ao serviço de Cristo por medo de desampararem a família, não entendendo, no entanto, que Jesus quer toda nossa família servindo a Ele. Os quatro primeiros discípulos de Cristo eram parte de duas famílias. Deus ama famílias e trabalha com famílias. Assim é com você, Jesus te chamou dentre a sua família para servi-lo e se você se dedicar a isto, logo toda sua família estará na Presença do Senhor. Nossa família é um alvo da salvação e da graça do Senhor, mas também é vista como uma família sacerdotal, por isso não podemos torná-la um entrave ao nosso ministério. Outra grande dificuldade na liderança, é o equilíbrio entre trabalho secular e ministério. Muitos vivem frustrações e fracassos ministeriais porque suas mentes são tão absorvidas por preocupações com trabalho e dinheiro, que não sobra tempo para Deus. Isto esfria os líderes, lhes rouba a unção e os frutos. Como um líder que vive assim poderá ter êxito ministerial, se seu coração anela somente coisas terrenas? A Bíblia diz: onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. No que seu coração tem depositado mais valor hoje? No que ficará na Terra ou no que poderá ir para o Céu? Nas coisas ou nas vidas? Há neste aspecto um argumento aparentemente tão forte, que chega a ser um sofisma na mente e nos lábios de muitos: Se eu não trabalhar quem vai sustentar minha família? Tudo depende de quanta sanidade e coerência atribuímos a Deus. Vamos refletir: Será que Jesus chamou aqueles doze para passarem fome? Será que Jesus deixou as famílias de seus doze desamparadas? Será que Deus não é capaz de suprir aqueles que trocam a vida secular pelo ministério? Deus sustenta os templos, mas não tem capacidade para sustentar os sacerdotes? A verdade é que muitos ainda só confiam em Deus até certo ponto, e por isso crêem que precisam correr pra lá e pra cá em busca de recursos. Sem o exercício da fé e da renúncia ao que é natural, não há como um ministério crescer. A renúncia daqueles homens a sua vida comum, fez deles líderes incomuns, que passaram a viver no sobrenatural, presenciando e realizando milagres de forma cotidiana. O amor que provaram através de sua entrega, fez deles poderosos instrumentos de cura e verdadeiros ímãs às numerosas

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Somos chamados para ser da família de Deus

Efésios 1.3-14; Hebreus 2.10,11 Fomos formados para ser parte da família de Deus. Deus quer uma família, e nos criou para ser parte dela. Esse é o propósito maior de Deus para sua vida, o qual planejou antes que você nascesse. Toda a Bíblia é a história de Deus formando uma família que irá amá-lo, honrá-lo e reinar com Ele para sempre. Em Efésios 1.5 fala do plano imutável de Deus em nos adotar para a sua própria família, trazendo-nos a si mesmo por meio de Jesus Cristo. Isso nos trouxe salvação, libertação e cura, nEle recebemos vida! Deus é amor, por isso dá um imenso valor aos relacionamentos. Sua própria natureza é definida em relação aos relacionamentos; ele se identifica em termos familiares: Pai, Filho, Espírito San­to. A Trindade é um relacionamento de três pessoas unidas por um propósito eterno. É o padrão perfeito para uma relação harmoniosa. Deus desejou uma família grande que tivesse o Seu DNA, sua essência, sua imagem e semelhança; então arquitetou um plano para nos cri­ar, trazer-nos para sua família e dividir conosco tudo o que possui. Isso dá a Deus um grande prazer. Em Tiago 1.18 diz: Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como os primeiros frutos de tudo o que ele criou. Quando colocamos nossa fé em Cristo, Deus se torna nosso Pai, nós nos tornamos seus filhos e os outros discípulos cristãos se tornam nossos irmãos e irmãs; e a igreja se torna nossa família espiritual. A família de Deus inclui todos os discípulos que creram em Jesus Cristo do passado, do presente e do futuro. Cada ser humano foi criado por Deus, mas nem todos são filhos de Deus. A única forma de entrar na família de Deus é nascendo dentro dela. Você se torna parte da família humana no seu primeiro nascimento, mas se torna membro da família de Deus pelo segundo nascimento. Deus nos deu o privilégio de nascermos de novo, de modo que agora somos membros da família do próprio Deus. Em  Romanos 8:15,16 diz: Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente viverdes atemorizados, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai". O próprio Espírito Santo testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. O convite para sermos parte da família de Deus é universal, mas há uma condição: A fé em Jesus Cristo. Em Gálatas 3.26 a Bíblia diz: Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus. Temos muitos benefícios ao fazermos parte da família de Deus. O Novo Testamento dá grande ênfase à nossa valiosa “herança”. A Bíblia nos diz em Filipenses 4:19: O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. A Bíblia em I Pedro 1:3 ao 5 nos revela que Deus reservou uma herança inestimável para seus filhos. Ela está guardada no céu para cada um de nós, pura e incorruptível, longe do alcance de mudanças ou da decadên­cia. Isso significa que a nossa herança eterna é inestimável, pura, perpétua e protegida. Ninguém pode tirá-la de nós; ela não pode ser destruída pela guerra, por uma economia deficiente ou por um desastre natural. É por esta herança eterna que deveríamos estar motivados e se esforçando para não perde-la. O Apóstolo Paulo diz em Colossenses 3.23: Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. Precisamos nos Identificar com a família de Deus. O batismo é um ato profético que fala poderosamente no reino espiritual e físico, ele não é opcional, a ser atrasado ou posterga­do. Ele significa nossa inclusão na família de Deus e anuncia publica­mente que nascemos de novo, que ressuscitamos para uma nova vida, que temos uma aliança de salvação com o Deus Todo Poderoso. O batismo é carregado de significado. Ele declara nossa fé, comuni­ca a morte e ressurreição de Cristo, simboliza a morte para a antiga vida e anuncia nossa nova vida em Cristo; além de também ser uma comemoração de nossa inclusão na família de Deus. O Batismo é o primeiro ato após a conversão que nos identifica que somos da família do céu na terra, e que pertencemos a Deus. O batismo é a representação física de uma verdade espiritual. Ele representa o que aconteceu no instante em que Deus nos trouxe para sua família: Alguns são judeus, outros são gentios, mas todos pelo Espírito Santo, fomos batizados no cor­po de Cristo. (1Coríntios 12.13). Apenas o batismo não nos torna um membro da família de Deus; somente a fé em Cristo faz isso. O batismo demonstra e consolida que já fomos inclusos na família de Deus. Tal qual uma aliança de casamento, é um lembrete visível de um compromisso íntimo feito no coração. É um ato de iniciação, e não algo que uma pessoa deva protelar até estar espiritualmen­te maduro. A única condição bíblica é crer. (Marcos 16:15; Atos 2.41) No Novo Testamento, as pessoas eram batizadas assim que cri­am. No Pentecoste, 3 mil pessoas foram batizadas no mesmo dia em que aceitaram a Cristo. Em outro lugar, um líder etíope foi batizado no mesmo instante em que se converteu, e Paulo e Silas em atos 16:33 batizaram um carcereiro filipense e sua família à meia-noite. Não há nenhum batismo atrasado no Novo Testamento. Se você ainda não foi batiza­do como expressão de sua fé em Cristo, seja na próxima oportunidade, como Jesus ordenou. O maior privilégio da vida. A Bíblia em Hebreus 2.11 diz que Jesus e as pessoas que ele santificou pertencem todos à mesma família. Por isso ele não se envergo­nha de chamá-los irmãos e irmãs. Dei­xe essa verdade maravilhosa penetrar em

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