9 de março de 2011

Admoestai-vos uns aos outros

  Texto Bíblico – Atos 20:28-32   Admoestar significa advertir. “Admoestar ou Advertir implica num sentido de maior urgência do que exortação. Não concentramos mais no encorajamento e consolação, mas no anúncio dum perigo que deve ser evitado. Este é um dos ministérios mais importantes na igreja, por se tratar daquele que promove livramento das ovelhas diante de situações ameaçadoras. Essa é a função de um verdadeiro líder discipulador. É muito bom ser discípulo de alguém que exerce este ministério da admoestação.   1.    A Admoestação e o Perigo de Lobos Devoradores – (Atos 20:29) diz: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.”   Paulo havia recebido da parte de Deus a responsabilidade de advertir aos líderes da igreja quanto à possibilidade de perigo no meio do rebanho. Falsos mestres, falsos pastores, falsos líderes, falsas ovelhas que estão no mundo e até dentro da igreja, em breve estariam agindo no meio do povo, aproveitando-se da ausência do líder mais experiente ou daquele presente fisicamente, mas ausente na sua função de cuidar. A finalidade do inimigo e promover divisão, confusão, dispersão e enfraquecimento dos irmãos.   O apóstolo Paulo teve de se utilizar do ministério da admoestação para advertir com seriedade acerca desse tema: (Atos 20:31) diz: “Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.”   Os “lobos devoradores” podem ser pessoas com más intenções que se infiltram para prejudicar as pessoas. Algumas vezes inconsciente, mas com veneno da serpente trabalham para dividir a igreja com fofocas, maledicências, promovendo intrigas e suspeitas entre os irmãos. Outros procuram introduzir sorrateiramente falsas doutrinas. A admoestação nesses casos serve para proteger as pessoas que estão se deixando influenciar pelo mal ou que podem vir a ser. Deus ama você e Ele quer te livrar do mal.   Também serve para advertir as próprias pessoas que estão promovendo o mal. Muitos o fazem porque foram influenciados e envenenados por outros, Deus tem um propósito de alcançá-los, eles podem se arrepender pela admoestação e assim serem abençoados e os discípulos ficam protegidos.   Identifique situações que não promovem edificação, como por exemplo, críticas, fofoca, maledicência, rebeldia, murmurações e outros. Lute para conservar sempre pura a sua fé, observando a admoestação (advertência) do Senhor através do seu líder, que você conhece e pode confiar. (Deus quer proteger você!).   2.    O Propósito da Admoestação – (1 Coríntios 4:14) diz: “Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados.” A admoestação não tem por objetivo envergonhar o discípulo, o filho espiritual ou o irmão na fé que está contaminando ou sendo contaminado; pelo contrário, o propósito é edificar trazendo mudança pelo confronto ou exortação. Como um pai ansiosamente deseja promover segurança ao filho amado, assim devemos encarar o ministério da admoestação. Para que seja assim é necessário que o coração de quem admoesta seja maduro e verdadeiramente cristão.     Romanos 15:14 diz: “E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.” A palavra de Deus destaca a bondade e o conhecimento como requisitos indispensáveis para se exercer tal ministério. Bondade para não julgar nem humilhar o advertido, e conhecimento para entender bem as Escrituras e discernir o que não é o verdadeiro evangelho de Cristo. Evangelho: boas novas de salvação!   Alguém que não tenha a bondade de Cristo em seu coração e não tenha passado pelo processo na visão sendo discípulo/líder/discipulador fiel e comprometido, não deve admoestar. Vejamos os motivos: Primeiro: Ele não o fará numa atitude de amor e respeito, visando à edificação, pois ainda não está vivendo aquilo que tenta exercer e não está preparado e nem maduro o suficiente para admoestar.    Segundo: não aceitará de forma madura uma possível recusa da parte de quem está sendo admoestado, pois se ele não é discípulo, não aceitou também ser admoestado, portanto é imaturo. Devemos lembrar que nem todas as pessoas aceitarão nossa admoestação, mesmo sendo exercida em amor, estes tem a tendência de andarem sozinhos ou dando trabalho ao líder e comprometendo a conquista da equipe. Busque crescer na virtude da bondade e do conhecimento para que o propósito da admoestação possa sempre ser atingido em seu ministério, pois se vierem estranhos na sua célula com doutrinas erradas ou estranhas, seus discípulos estarão protegidos pela sua admoestação e os estranhos confrontados.   3.    A Admoestação e a Longanimidade – (1 Ts 5:14) diz: “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos. Jesus Cristo morreu por todos, todos são preciosos para Ele, Seu desejo é ver todos salvos. Longanimidade significa ter longo ânimo e disposição para manifestar paciência, tolerância, constância, firmeza, perseverança, clemência e lentidão em punir pecados. Como a admoestação visa edificar e não destruir? Muitas vezes se requererá paciência para ver os frutos. Os insubmissos devem ser admoestados, conforme o texto acima, mas nem sempre os resultados da admoestação serão observados imediatamente. Precisamos da longanimidade para que deixemos Deus agir de forma progressiva nos corações advertidos e estes se rendam. É importante que as pessoas tenham tempo suficiente para assimilar o aprendizado para depois dar frutos de arrependimento e transformação. Seja paciente! A palavra de Deus em Mateus 18:15-17 nos ensina: Se teu irmão (sendo discípulo ou não), pecar contra você ou estiver levando uma vida de pecado, vá e, a sós com ele, mostre lhe o erro (já liberando perdão e abençoando). Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão e os dois serão abençoados. Se, porém, não te ouvir, e continuar pecando, toma ainda contigo uma ou duas pessoas maduras da igreja, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja, para que outros e se possível, líderes

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As conseguências do pecado e o propósito de Deus – Parte 1

  Gênesis 3:8-24 – Ap. 12:7-12   O homem que Deus formou é bem diferente de todas as demais criaturas, ele não é uma máquina, pelo contrário, esse ser possuí perfeita liberdade de escolha. Se decidir obedecer a Deus, essa decisão será respeitada; se preferir rebelar-se, essa decisão também será respeitada. O Senhor não realizará nada por nós, a não ser que cooperemos ativamente com Ele. Deus estabeleceu assim, é lei espiritual, são princípios que regem o universo e a nossa vida, nem Deus nem o diabo podem fazer nada sem o nosso prévio consentimento, porque a vontade do homem é livre, ele tem poder de decisão e é exatamente por isso que cada pessoa dará conta das suas decisões diante de Deus.   Se obedecermos a esses princípios, estaremos seguros, desfrutaremos das promessas de Deus e usufruiremos da herança do Senhor Jesus. A queda do homem foi ocasionada pela busca do conhecimento, por isso Deus usa a loucura da cruz para “destruir a sabedoria do sábio”. O intelecto foi a principal causa da queda. É por isso que, para alcançar a salvação, o homem precisa crer na loucura da Palavra da cruz, ao invés de depender da própria inteligência. A árvore do conhecimento provocou a queda do homem. Um cuidadoso exame de relato da queda do homem mostra que, ao se rebelar contra Deus, Adão e Eva desenvolveram a alma a ponto desta tomar o lugar do espírito. Com isso, precipitaram-se nas trevas e morreram espiritualmente e fisicamente.   Adão e Eva dependiam de Deus e não lhes faltava nada, a terra foi feita para eles e sua descendência, tudo o que eles precisavam tinha sido criado por Deus, eles viviam no paraíso. Todos os dias eles tinham encontros com o Deus Todo Poderoso, o seu criador. Mas o Diabo começou tentá-los no intuito de seduzi-los levando-os a rebelião e desobediência. Eles, mesmo depois de Deus ter lhes advertido sobre as conseguências da desobediência, mesmo assim eles comeram do fruto do bem e do mal que Deus lhes ordenara que não comessem.   Conseguências do pecado na vida do homem e sua descendência   1.      Adão se escondeu de Deus. E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim. Gen. 3:8   Deus é tudo o que precisamos, Ele é a resposta para a nossa vida. A Sua presença em nós nos fortalece, ter comunhão e intimidade com Ele nos traz revelação e poder, mas a primeira reação daquele casal após o pecado foi esconder-se de Deus. Temos a tendência de nos esconder de Deus quando pecamos, sabemos que isso é impossível, Ele é onipresente e sabe aonde estamos e qual é a nossa condição. Quando nos sentimos culpado por algum pecado que cometemos ou alguma fraqueza difícil de vencer, a tendência é camuflar, não falar nada, ou nos afastar.   Tem pessoas que estão na igreja, mas vivem se escondendo de Deus, suas vidas e sua praticas são escondidas, não se envolvem com nada e fogem de serem discípulos, pois como tais teriam de serem acompanhados de perto, na intimidade e com transparência. Quando entramos na intimidade de alguém, a nudez da alma é exposta e os defeitos, traumas e fraquezas aparecem, mas sabemos que a única forma de sermos curados e libertos é colocando para fora aquilo que nos prende, é confessando nossos pecados e o nosso passado, quebrando todo argumento (Tiago 5:16,17).   2.      Deus gritou: E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? Gen. 3:9   O Salmos 139 nos mostra que Deus nos sonda e nos conhece, que Ele está em todos os lugares e que não existe nada oculto diante dEle. Como estão Deus grita por Adão perguntando onde ele está?   Em primeiro lugar Deus queria despertar em Adão a sua consciência, a sua condição e situação em que ele estava. Este é o momento de refletir e descobrir, como estou, aonde estou, qual é a minha condição. Ninguém toma a decisão de se arrepender se não souber que é pecador, ninguém resolve mudar seu estilo de viver se não descobrir que áreas de sua vida estão erradas. Eu pergunto a você! Onde você está? Como você está vivendo e o que você está fazendo da sua vida?   Em Gênesis 32:27-30 nos mostra o Anjo do Senhor perguntando a Jacó: qual é o seu nome? Ele respondeu, meu nome é Jacó (trapaceiro). O Senhor sabia que Jacó era uma pessoa desonesta e que gostava de levar vantagem em cima das pessoas. Ele era um ladrão, uma pessoa egocêntrica e egoísta, ele carregava traumas de rejeição e se sentia injustiçado desde criança por causa do seu irmão e da forma como foi tratado pelos pais, Deus sabia que se ele não soubesse e reconhecesse quem realmente ele era, nunca se arrependeria e não poderia ser liberto e curado. O estilo de vida de Jacó revelava o seu nome.   A atitude de Jacó em ficar sozinho com o Senhor era um grande indicativo de que ele queria mudar de vida. A questão não era se Deus sabia, pois Ele sabia. A questão é se Jacó sabia que ele era realmente? Não importa seu nome na sociedade e família, seu estilo de vida, a forma como você vive revela qual é o seu nome no mundo espiritual e para Deus. Qual é o seu nome e quem é você? Você se conhece ou está enganando-se a si mesmo? Deus quer hoje mudar a sua história!   Em segundo lugar Deus estava procurando o Adão santo, fiel, verdadeiro, comprometido, leal, sacerdote que tinha comunhão com Ele e que foi colocado para liderar, para exercer autoridade e guardar a esposa, família e o jardim (o seu lar). Esse Adão tinha morrido, agora tinha um pecador escondido, separado e com medo de Deus.   O Adão santo Deus não precisava procurar e

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