10 de novembro de 2010

Andando por fé e não por vista

 Texto: Josué 9:1-16 Neste texto lemos como Josué, o homem de Deus, foi enganado pelos Gibeonitas, que por sua vez, fez uma aliança com eles, tendo de suportá-los depois no meio do povo de Deus por causa desta aliança. Este texto serve de base para compreendermos como o mundo e o diabo tentam nos enganar, a fim de prender nossa vida e bloquear o propósito de Deus em nós.   Os princípios Bíblicos são leis espirituais criadas por Deus para nos proteger e como cristãos não podemos brincar com isso, muitas vezes quebramos estes princípios e acabamos sofrendo as conseguências. Fazer alianças com quem caminha em rotas diferentes só trarão sofrimentos.   Deus é um Deus de aliança, pactos e promessas; Ele é um Deus Eterno. Ele criou todas as coisas para funcionar em harmonia. Deus disse a Abraão: "farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente" (Gn 17:2). A aliança traz consigo uma unção de multiplicação, de prosperidade, de nos fazer bem sucedidos em tudo. Não existem conquistas sem alianças, mas estas alianças precisam estar dentro dos princípios de Deus contidos em Sua Palavra. Devemos sempre andar na dependência do Espírito Santo, em comunhão com Ele para assim tomarmos decisões acertadas (II Tm 2:1-6).   Jesus e o Pai Celeste são um e ainda hoje trabalham em equipe, andam em unidade: Pai, Filho e Espírito Santo. Para uma equipe de doze, um casal e família alcançar êxito e conquistar, precisam estar em aliança, em concordância uns com os outros. É preciso andar com o líder, com os pastores, estar integrado no corpo, é necessário estar na mesma direção e com a mesma linguagem, etc.   Prosperar é ter sucesso, é ter êxito, é ser bem sucedido, é progredir em todas as áreas, é ter uma alma próspera. Uma alma próspera é uma alma curada, liberta, sem argumentos e aliançada com o Deus Todo-Poderoso. Todos os homens que cumpriram os princípios de Deus foram prósperos. Este é o segredo da prosperidade: cumprir e viver os princípios da Palavra de Deus.   Porque Josué foi enganado?   1.     Foi enganado porque olhou para as circunstâncias. Os Gibeonitas chegaram com sacos velhos sobre os jumentos, odres velhos rotos e remendados, sapatos e roupas velhas. Isso fez com que Josué concluísse muitas coisas erradas. As circunstâncias muitas vezes mascaram a realidade. Por esta razão Deus manda que andemos por fé e não por vista e se não temos discernimento de algo, certamente Deus trará a verdade em nosso espírito através de alguém que foi colocado por Ele para nos orientar, alguém que cresceu em Sua Palavra, um líder maduro que anda na direção do Espírito santo.   2.     Foi enganado por palavras persuasivas. Aqueles homens disseram que eram de terras distantes e começaram a elogiar tudo o que Josué fizera e ainda disseram que tinham vindo por causa do nome do Senhor. Desejavam fazer aliança e desta forma Josué e os israelitas ficariam presos pela palavra estabelecida naquela aliança. Tudo o que ouvimos, seja de pessoas ou aquilo que o inimigo sussurra em nosso ouvido, deve passar pelo crivo da Palavra de Deus e da testificação do Espírito em nosso interior. Devemos ser guiados pela palavra de Deus em nosso interior e não pelas palavras que chegam aos nossos ouvidos de pessoas estranhas que não conhecem a Deus.   3.     Foi enganado porque não consultou ao Senhor (vrs 14). Josué e os homens de Israel não pediram conselho ao Senhor por aquela proposta. Vamos dar um exemplo: Alguém quer fazer uma sociedade com você, ou quer firmar um compromisso de casamento, ou fechar um contrato de trabalho, mesmo se houver naquele momento uma necessidade, ore e em seguida converse com o seu discipulador e se este ainda não tiver uma resposta clara, este deve levar ao seu sacerdote, mesmo depois de tudo isso ainda tiver dúvidas, não faça, porque tudo o que não provém de fé demonstrada na Palavra é pecado (Rm 14:23). Há sempre uma direção de Deus para nós. A questão é se queremos segui-la ou não. Ló sobrinho de Abraão recebeu a direção de Deus para sair de Sodoma, mas teimava em ficar ali, Balaão que era profeta também recebeu direção de Deus para não ir com Baraque um rei inimigo de Israel, mas este profeta insistia com Deus querendo ir.   Uma receita: A palavra de Deus junto com a paz em nosso coração, conselhos de líderes maduros em Deus e a testificação do Espírito Santo em nosso interior sempre vão nos guiar na vontade perfeita de Deus. Nunca faça nada sem antes consultar o Senhor nosso Deus, foi por isso que o Senhor Jesus deu o comando de caminharmos numa rota de formação e multiplicação de discípulos, pois assim todos terão direção, comunhão, relacionamentos em crescimento, conhecendo os princípios, sendo acompanhados para serem homens e mulheres de um futuro pautado no êxito que estará refletindo nas atitudes de um estilo de vida prevalecente, vivendo com objetivos, com metas, homens e mulheres que saíram do discurso para a prática.   Assim como aconteceu com Josué, o mundo tenta fazer aliança conosco e vai usar as mesmas armas e estratégias. Há pessoas que fizeram aliança em seu coração com as circunstâncias, pois estas ainda estão determinando as suas vidas, fizeram alianças com os problemas que muitas vezes são de pessoas próximas, mas que não se posicionam, ou com as enfermidades, pois aceitam como se fossem delas, ou com a solidão ou ainda não conseguem romper com relacionamentos com pessoas que são nocivas e que estão fora da vontade de Deus. Se não estivermos atentos, alguém pode se aproximar e nos tirar da aliança, perverter nossos conceitos, nos contaminar, envenenar e mudar a nossa rota, tudo isso por uma dificuldade de dizer não ou por medo de não ser aceito.     Às vezes a oferta do mundo ou de pessoas tem aparência de algo ruim como foi no caso de Josué e tenta nos ganhar pelas emoções ou

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A finalidade da Célula

  1.      O que é uma Célula?   A Célula é simplesmente uma miniatura da Igreja se reunindo nas casas. Não existe algo tal como um ministério de grupos pequenos, estes grupos são o lugar dos ministérios fluírem.   Não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que o ensino seja enfatizado nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de cura e restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A Célula é um pouco de cada grupo que mencionamos anteriormente, é um lugar de oração, estudo da Palavra, discipulado, cura interior, apoio e evangelismo.   A Célula pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar o corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética. Consideramos uma verdadeira Célula o grupo que tenha as seguintes características:   a)     A Célula busca ser uma comunidade   A principal característica de uma Célula é ser uma comunidade. Esse sentido de comunidade não deve ser degenerado, pois, sem isso teremos reuniões impessoais e frias, onde o povo vem ouvir alguém com quem não tem comunhão e acaba sendo apenas mais um “freqüentador”. Não queremos grupos grandes, em número, descompromissados com o corpo de Cristo e com a igreja local.   A comunidade básica e fundamental é a família. A célula precisa ser família. Para ser família os membros precisam querer. Precisam ter disposição para renunciar ao orgulho, à proteção da reputação, ao medo de outros irmãos entrarem na sua vida. É preciso que cheguemos na célula sem cobranças do tipo: o líder dessa Célula deveria fazer isso ou assado… O louvor deveria ser assim e assado… Os casais da Célula não têm a experiência que tenho… Esse tipo de motivação entristece o Espírito Santo e revelam quão carnais e infantis somos.                 Precisamos ir não pensando em nós mesmos, mas nós somos irmãos: o que posso fazer para que a Célula cresça? O que posso sugerir? Que tal um jantar em minha casa? O que posso fazer por meus irmãos?                Para sermos comunidade precisamos entender que a Célula é muito mais do que a reunião de Quinta-feira. Quando a nossa percepção do grupo é limitada à reunião, então não estamos envolvidos em comunidade. A vida em comunidade existe para fora dos cultos e das reuniões.   O relacionamento é mais importante do que a reunião. É no relacionamento que crescemos como servos, que aprendemos a viver a vida cristã, que somos supridos e também suprimos os outros em amor.   b)     A Célula visa a edificação dos crentes.                   Uma Célula não pode ser um lugar onde a cada semana comparece um grupo diferente de pessoas. Evidentemente o visitante será muito bem-vindo, ele é o nosso foco, mas a reunião não terá como objetivo apenas o evangelismo. É importante frisarmos esse ponto para não haver mal entendido, o objetivo da célula alem do evangelismo e a multiplicação, é também a edificação do crente. É interessante ver como um ambiente de vida e unção pode mudar uma pessoa. Temos visto centenas de pessoas que se converteram por causa da unção e o não apropriadamente por causa de uma mensagem específica de evangelismo.   c)      A Célula almeja a multiplicação.                    Apesar da reunião não ser apenas evangelística todo o projeto final de edificação das pessoas daquela célula visa a multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião de célula, neste caso, funciona como um lugar de treinamento e motivação para enfrentar a guerra lá fora.   d)     A Célula tem um lugar de reunião definido.                Conheço igrejas que tem aplicado o projeto de Células, onde a reunião é feita a cada semana na casa de um dos membros daquele grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança. Não podemos produzir um ambiente familiar, se nos reunimos a cada semana em um lugar diferente, mesmo porque os visitantes e amigos precisam saber que naquele endereço toda a semana tem um grupo de pessoas se reunindo para orar, evangelizar e edificar.    A Célula se reúne regularmente.   Todos sabemos que a chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular de preferência semanalmente.                 O objetivo dessa regularidade é a comunhão. Nenhum relacionamento sólido e gratificante podem ser construídos sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação. Naturalmente precisamos desses ingredientes para sermos família.   OS CINCO OBJETIVOS DA CÉLULA     COMUNHÃO Desenvolvimento de vida partilhada, alvos comuns e aliança mútua entre todos os membros.   EDIFICAÇÃO O grupo oferece o ambiente para o crescimento espiritual, aprendizado prático e disciplina em amor.   EVANGELISMO O grupo é o lugar onde inseríamos novos membros. É onde alimentamos, guardamos e suprimos os novos irmãos.   SERVIÇO Cada crente um ministro e cada um recebeu um dom. No grupo os dons são exercitados para o serviço mútuo.   CONSOLIDAÇÃO E DISCIPULADO Acompanhamento fazendo os primeiros passos no discipulado, firmando bem a fé e a convicção de salvação, e encaminhado para o encontro, batismo, Escola de Líderes, etc.   Nossa visão é de crescimento pautado na formação de líderes comprometidos. Na visão celular cada membro é um ministro e cada casa uma extensão da igreja. Cada Discípulo discipula, cada discipulador se multiplica e se reproduz na vida do seu

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O motivo da Célula

 A CÉLULA   1.      O que é uma Célula?   A Célula é simplesmente uma miniatura da Igreja se reunindo nas casas. Não existe algo tal como um ministério de grupos pequenos, estes grupos são o lugar dos ministérios fluírem.                 Não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um ingrediente básico. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que o ensino seja enfatizado nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de cura e restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A Célula é um pouco de cada grupo que mencionamos anteriormente, é um lugar de oração, estudo da Palavra, discipulado, cura interior, apoio e evangelismo.                   A Célula pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar o corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética. Consideramos uma verdadeira Célula o grupo que tenha as seguintes características:   a)     A Célula busca ser uma comunidade                   A principal característica de uma Célula é ser uma comunidade. Esse sentido de comunidade não deve ser degenerado, pois, sem isso teremos reuniões impessoais e frias, onde o povo vem ouvir alguém com quem não tem comunhão e acaba sendo apenas mais um “freqüentador”. Não queremos grupos grandes, em número, descompromissados com o corpo de Cristo e com a igreja local.                   A comunidade básica e fundamental é a família. A célula precisa ser família. Para ser família os membros precisam querer. Precisam ter disposição para renunciar ao orgulho, à proteção da reputação, ao medo de outros irmãos entrarem na sua vida. É preciso que cheguemos na célula sem cobranças do tipo: o líder dessa Célula deveria fazer isso ou assado… O louvor deveria ser assim e assado… Os casais da Célula não têm a experiência que tenho… Esse tipo de motivação entristece o Espírito Santo e revelam quão carnais e infantis somos.                 Precisamos ir não pensando em nós mesmos, mas nós somos irmãos: o que posso fazer para que a Célula cresça? O que posso sugerir? Que tal um jantar em minha casa? O que posso fazer por meus irmãos?                 Para sermos comunidade precisamos entender que a Célula é muito mais do que a reunião de Quinta-feira. Quando a nossa percepção do grupo é limitada à reunião, então não estamos envolvidos em comunidade. A vida em comunidade existe para fora dos cultos e das reuniões.                   O relacionamento é mais importante do que a reunião. É no relacionamento que crescemos como servos, que aprendemos a viver a vida cristã, que somos supridos e também suprimos os outros em amor.   b)     A Célula visa a edificação dos crentes.                   Uma Célula não pode ser um lugar onde a cada semana comparece um grupo diferente de pessoas. Evidentemente o visitante será muito bem-vindo, ele é o nosso foco, mas a reunião não terá como objetivo apenas o evangelismo. É importante frisarmos esse ponto para não haver mal entendido, o objetivo da célula alem do evangelismo e a multiplicação, é também a edificação do crente. É interessante ver como um ambiente de vida e unção pode mudar uma pessoa. Temos visto centenas de pessoas que se converteram por causa da unção e o não apropriadamente por causa de uma mensagem específica de evangelismo.   c)      A Célula almeja a multiplicação.                    Apesar da reunião não ser apenas evangelística todo o projeto final de edificação das pessoas daquela célula visa a multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião de célula, neste caso, funciona como um lugar de treinamento e motivação para enfrentar a guerra lá fora.   d)     A Célula tem um lugar de reunião definido.                 Conheço igrejas que tem aplicado o projeto de Células, onde a reunião é feita a cada semana na casa de um dos membros daquele grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança. Não podemos produzir um ambiente familiar, se nos reunimos a cada semana em um lugar diferente, mesmo porque os visitantes e amigos precisam saber que naquele endereço toda a semana tem um grupo de pessoas se reunindo para orar, evangelizar e edificar.    A Célula se reúne regularmente.                   Todos sabemos que a chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular de preferência semanalmente.                 O objetivo dessa regularidade é a comunhão. Nenhum relacionamento sólido e gratificante podem ser construídos sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação. Naturalmente precisamos desses ingredientes para sermos família.   OS CINCO OBJETIVOS DA CÉLULA     COMUNHÃO Desenvolvimento de vida partilhada, alvos comuns e aliança mútua entre todos os membros.   EDIFICAÇÃO O grupo oferece o ambiente para o crescimento espiritual, aprendizado prático e disciplina em amor.   EVANGELISMO O grupo é o lugar onde inseríamos novos membros. É onde alimentamos, guardamos e suprimos os novos irmãos.   SERVIÇO Cada crente um ministro e cada um recebeu um dom. No grupo os dons são exercitados para o serviço mútuo.   CONSOLIDAÇÃO E DISCIPULADO Acompanhamento fazendo os primeiros passos no discipulado, firmando bem a fé e a convicção de salvação, e encaminhado para o encontro, batismo, Escola de Líderes, etc.   Continua…  

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