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Compreendendo o valor de uma aliança

Gênesis 17 : 1 a 9    
Nosso Deus é o Deus da aliança. O princípio da aliança nasceu no coração do Senhor, e foi Ele quem propôs a primeira aliança com o homem (Noé em Gn. 9 :12).

A aliança é um pacto de unidade, direitos, e deveres, feito entre duas partes de comum acordo.

As alianças são feitas de forma voluntária, mas depois de feitas são inquebráveis e nos submetem a deveres para a conservação da aliança como declara: Gl. 3:15: “Irmãos falo como homem, ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa.”

A Bíblia também diz que aquele que quebrar uma aliança sofrerá dores e isto é o que de fato vemos, quando pessoas pecam e saem da igreja, divórcios acontecem e sociedades de negócios são desfeitas.

Vivemos numa sociedade onde muitos, com medo dos deveres que uma aliança impõe, não querem assumir o compromisso e por isso argumentam: “Não é necessário casar”, “não preciso ir a igreja congregar”, “não preciso de cobertura espiritual”. Estes na verdade, não querem pagar o preço da submissão ao Espírito da aliança, que é o próprio Espírito de Deus, e com isto sem perceber, perdem os direitos que uma aliança traz consigo.

 Uma aliança nos impõe deveres, mas também nos concede muitos direitos. Exs.: Casamento, discipulado, etc.

Desde a antiguidade, toda aliança feita tinha um preço a ser pago pelas partes. As vezes um animal era dividido ao meio, seu sangue era derramado em sacrifício, e os contraentes passavam caminhando entre as partes do animal partido, declarando que a parte que viesse a quebrar aquela aliança, teria o mesmo destino daquele animal.

Foi exatamente este tipo de aliança, o que feito por Abrão em Gn.15:10 (ler).

 Um outro tipo de aliança, era a aliança de sal, e o preço eram duas porções de sal trazidas pelos dois contraentes. O sal como um símbolo de fidelidade, era misturado e uma parte dizia a outra: “Separe agora o seu sal do meu”. Como isto não era possível, dizia-se: “Assim como este sal não pode mais ser separado, também esta aliança nunca poderá ser quebrada.” Depois as partes comiam uma pitada do sal para selar a aliança (Lv. 2:13). Daí vem o ditado: Só se conhece de fato alguém, depois de se comer sal com esta pessoa.

Isto nos ensina que numa aliança nossa essência se mistura (o sal de um, no corpo de outro e vice-versa).

 O mesmo acontece na Ceia do Senhor através do pão e do vinho que ingerimos, os quais simbolizam a vida de Cristo no meu corpo, e minha vida inserida no corpo de Cristo, que é a igreja.

Nós através da Ceia somos reconhecidos espiritualmente como parte integrante do Corpo de Cristo, pois há duas ordenanças dadas por Jesus, para que estejamos agregados ao Corpo da Igreja: O Batismo pelo qual eu entro, e a Ceia pela qual eu permaneço a cada celebração.

As alianças também sempre produzem crescimento e nivelamento, onde a parte menor é abençoada pela maior, onde o mais fraco é fortalecido pelo mais forte. Exs.: Eu e o Ap. Renê, nós e Jesus.

 Numa aliança ambas as partes são enriquecidas, nunca uma só é abençoada.
Ex.1:  O marido ama a esposa protegendo e suprindo-a, ela por sua vez, o ajuda em tudo que ele faz, e assim ambos conquistam mais.

  Ex. 2: O líder alimenta, instrui, e protege seu discípulo, o discípulo por sua vez, abraça a missão do líder e o ajuda a cumpri-la, sendo ambos abençoados por isto.

  Uma aliança requer perseverança das partes no cumprimento dos seus deveres, para que os direitos sejam continuamente alcançados. Se os deveres deixarem de ser cumpridos, a aliança é quebrada e cessam os benefícios.

 Ex.: Trazei todos os dízimos x Janelas do Céu abertas e devorador repreendido.

 O texto de Gn. 17 nos mostra que na aliança feita por Deus com Abrão, primeiro o Senhor colocou os seus requisitos:

Vs. 1: Anda na minha presença – Significa a comunhão e a intimidade com Deus.

 Sê perfeito – Significa o exercício da fé, do amor, e da obediência.

 Se conhecendo a verdade, pecarmos deliberadamente, quebramos a aliança e perdemos nossa intimidade com o Senhor, mas se nos santificarmos, pelo constante exercício da fé em amor, nos mantemos em comunhão e somos automaticamente alcançados pelos benefícios da aliança como promete Dt. 28: Todas estas bênçãos virão e te alcançarão…

Deus não determinou só deveres a Abraão, mas muitas bênçãos específicas, das quais somos herdeiros como declara Gl. 3:29: E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

 Tudo que Deus prometeu a Abraão, é seu por direito de herança através de Cristo. Com base nisto, entenda que não há como a sua vida não ser bem-sucedida, se você simplesmente cumprir a parte que te cabe na aliança.

 Entre as bênçãos decorrentes da aliança do Senhor com Abraão estão:

  1 – Te multiplicarei extraordinariamente: Você não irá apenas crescer, você irá se multiplicar de forma extraordinária.

2 – Serás pai de numerosas nações: Seu sucesso será notório a todos, e por isso muitos te pedirão cobertura e todos que fizerem aliança com você, também terão a benção de serem numerosos.

 3 – Abrão já não será o teu nome, mas Abraão (mudança de identidade e sorte):

   Frustrado já não será o teu nome, mas realizado e feliz.

  Endividado já não será o teu nome, mas próspero e abundante.

 Estéril já não será o teu nome, mas pai de multidões.

  Derrotado já não será o teu nome, mas mais que vencedor em todas as coisas.

 4 – Far-te-ei fecundo extraordinariamente: Seu ventre e seu ministério serão fontes abundantes de salvação.

5 – Reis procederão de ti: Deus suscitará do seu ventre, discípulos que serão ungidos para os lugares de governo. Ex. Vereadores, prefeitos, deputados etc.

 6 – Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações: Nossos filhos biológicos e espirituais serão santos, ungidos, benditos, prósperos e grandemente usados por Deus.

7 – Dar-te-ei e a tua descendência a terra das tuas peregrinações: A aliança nos trará vitória total sobre os inimigos e consequentemente a posse da terra. Muitos inimigos tentam invadir e tomar hoje a terra de Israel, mas ela é guardada por uma aliança selada entre Deus e seu amigo Abraão. Se vivermos em aliança, ninguém roubará nossa conquista.

 A Visão Celular no Modelo dos Doze, não é apenas uma estratégia para multiplicar a igreja local, mas uma aliança para conquistarmos São Paulo, o Brasil e as Nações conforme a grande comissão do Senhor Jesus.

Isto só será possível, quando entendermos o valor desta aliança, e nos tornarmos discípulos comprometidos e aliançados com Deus, com nossos líderes, e com a missão de ir e fazer discípulos.

No poder do Espírito Santo, nossos discípulos compreenderão e viverão o Espírito da aliança ENDJ.

Vamos perseverar em fazer a nossa parte. Deus certamente fará a Dele, pois o Senhor não mente jamais, e nenhum dos seus propósitos pode ser frustrado!

 Que o Grande El Shaddai os abençoe e multiplique extraordinariamente, conforme a promessa ENDJ.

 Amamos vocês. Aps. Fábio e Claudia A. Abbud.

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