Pv. 4 : 23 : Sobretudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele
procedem as fontes da vida.
Um líder espiritual sempre enfrentará pressões internas e externas. As internas virão de sua
própria alma e dos mais próximos, e as externas, os ataques do nosso inimigo espiritual.
Com base nesta verdade, todo líder precisa cuidar com muito zelo, de sua saúde espiritual e
emocional, ou seja, precisa saber guardar o coração, para não fracassar e desistir de sua
conquista.
Neste discipulado, o Senhor estará nos revelando sete áreas que demandam atenção e cura,
para que o líder seja saudável e cumpra com êxito o propósito divino.
Vejamos estas áreas:
1 – Revista-se de força por meio da intimidade com Deus.
Fomos criados para adorar a Deus, portanto o lugar da adoração e da intimidade, é o lugar da
nossa cura, renovo e fortalecimento.
Muitos líderes se ausentam deste lugar, envolvendo-se só com pessoas e problemas. Se
tornam pastores bombeiros, que deixam de ouvir a instrução de Deus para a condução do
ministério.
Se não fortalecermos nossa fé por meio da oração e da leitura da palavra, se não ouvirmos a
voz de Deus, estaremos mais fracos e perdidos que as pessoas a quem temos que resgatar.
Há uma ordem em 1 Tm. 4 : 16 : tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua
nesses deveres, porque fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos seus
ouvintes.
2 – Desvencilhe-se do passado.
Para estarmos no lugar da adoração (o centro da vontade de Deus) há requisitos: Sl. 24 : 4 :
mãos limpas e coração puro. Para que o nosso coração seja puro, precisamos limpá-lo cotidianamente pelo perdão, e tratar os traumas do passado, que jazem, como registros silenciosos e perturbadores no nosso inconsciente. É preciso entender que mesmo sendo nós pessoas ungidas, podemos ter
comportamentos limitadores, cuja raiz está no passado.
Exs.: Um trauma na infância que nos paralisa e infantiliza. Uma ferida de rejeição que bloqueia minha autoaceitação. Um marido que projeta na esposa a figura da mãe. Uma esposa que projeta no marido a figura do pai. Uma mágoa escondida que possa paralisar meu avanço.
Hb. 12 : 15b : não haja em vós, alguma raiz de amargura que, brotando vos perturbe e por meio dela muitos sejam
contaminados. Por muitos traumas ocultos do passado, pessoas, famílias e ministérios ainda
vivem aquém da promessa. Não adie mexer neste baú.
3 – Conhecer sua verdadeira identidade.
Em Cristo ninguém precisa viver uma falsa identidade, interpretando papéis, lutando pra ser
o que não é. Nossa verdadeira identidade não é definida pelos traumas, por um autoconceito
equivocado, ou pela opinião dos outros. Nossa identidade é definida pela palavra de Deus. Ela nos
faz, filhos amados e perdoados, justificados, santos, escolhidos, eleitos, adoradores, servos,
ungidos, irmãos e amigos.
Se esta verdade não for assimilada em fé pelo nosso espírito, e não moldar nossa postura
diante do mundo, jamais conseguiremos inspirar e liderar pessoas. Pv. 23 : 7 : porque como o
homem imagina em sua alma, assim ele é. Creia no que Deus diz a seu respeito, assuma sua
nova identidade em Cristo e vença a tudo pelo poder da fé.
4 – Ter clareza quanto ao seu chamado.
A dúvida sempre será uma arma usada por nosso inimigo espiritual, este é um dos ardis de
satanás, nos fazer esquecer ou duvidar daquele momento específico em que o Senhor nos
chamou de forma pessoal, nominal, como fez com Abraão, Moisés, Josué, Paulo… Você se lembra
deste momento? Este é o marco zero do seu êxito na missão.
Um dia ouvi de uma líder que deixou nosso ministério em rebeldia: Durante anos eu sonhei
com os teus sonhos. Aqui foi denunciado o problema, ela não estava sonhando o sonho dado a
ela pelo Senhor, mas estava fazendo algo para agradar a homens.
Quantos líderes não estão sonhando um sonho que não é seu? Um sonho que eles não
abrigaram em seus corações, que não tomaram para si como vindo de Deus? Este é um dos
motivos pelos quais alguns abortam seu chamado e desistem da visão.
5 – Ter uma base sólida na família.
Deus nos chamou de forma específica, mas não sozinhos, o Senhor nos viu e chamou como
famílias escolhidas para servi-lo. Esta convicção era firme no coração de Josué. Js. 24 : 15 : Eu e
minha casa serviremos ao Senhor.
A questão é: como está a nossa casa? Muitos líderes não percebem que a saúde de seu
casamento, a paz e unidade do seu lar, determinarão proporcionalmente a saúde do seu
ministério.
Há muitos pastores sofrendo com uma relação conjugal incompleta, sustentada muito mais
pela aparência, do que por uma unidade verdadeira. Esta relação não tratada, reflete na vida dos
filhos que desacreditam a igreja e até ao Senhor.
Precisamos cuidar da nossa alma e dos relacionamentos familiares, usando todos os
recursos possíveis como jejum, oração, pastoreio, psicólogo, médico, hormônios, porque o
método do inimigo é sempre o mesmo: conflitar para dividir.
O Senhor espera que sejamos humildes e sábios, para nos expormos a cura para que nosso
testemunho seja verdadeiro e a igreja saudável desde a sua origem que é o lar. Nosso desafio
não está em permanecer casados, mas em sermos realmente felizes.
6 – Amar e submeter-se a um líder.
O discipulado é antes de tudo uma relação de amor e admiração, como o casamento,
evoluindo até se tornar aliança.
Este processo espiritual que nos protege, abençoa, amplia e projeta, só é possível para os
que, com humildade, reconhecem que não bastam a si mesmos, que ainda tem o que aprender, e
que veem na obediência, a sua proteção.
Nos submetermos a uma liderança humana, representa romper com a soberba e a
autossuficiência, que tem sua origem na rebeldia e no egoísmo, como revela Pv. 18 : 1 : O
solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.
Reconhecermos paternidade espiritual nos traz a legitimidade necessária para gerar discípulos e
nos confere a autoridade e a benção para nos multiplicarmos.
7 – Não liderar com a alma, mas com o espírito e com fé.
Começamos falando das pressões que sofrerá um líder espiritual, e diante deste desafio, é
imprescindível que suas ações e reações não sejam emocionais, mas espirituais. Muitos saem
feridos destes embates, porque expõe sua alma aos insultos, as setas inflamadas de satanás, ao
invés de pelo espírito, blindarem-se com o escudo da fé.
Quando somos feridos na alma, é natural que revidemos com a alma. Quantos aqui já não
se arrependeram, de se exasperar com um familiar ou um discípulo num momento de tensão?
Isto é natural, mas não é espiritual, como revela: Pv. 15 : 1 : A resposta branda desvia o
furor, mas a palavra dura suscita a ira.
Assim como podemos pelo espírito atrair pessoas, podemos pelo descontrole da alma,
afugentá-las. Assim como podemos pelo espírito crer que Deus nos dará dias melhores, podemos
pela alma, desconsiderar resultados e nos sentirmos fracassados.
Na intimidade do Senhor está a nossa paz, e na nossa fé a nossa vitória. O Senhor te
escolheu e te ungiu, portanto, desfrute da intimidade, use o poder da fé, e avance para a
conquista, que no coração de Deus já é sua em Nome de Jesus.
Deus os abençoe e multiplique conforme a promessa ENDJ.
Amamos vocês. Aps. Fábio e Cláudia A. Abbud e Eliezer e Zenita
